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Siderurgia e mineração: veja o que esperar das empresas nos resultados do 2ºTRI

Siderurgia e mineração: veja o que esperar das empresas nos resultados do 2ºTRI

Na avaliação do banco, Gerdau e Usiminas devem ser os destaques positivos da temporada de balanços

O setor de siderurgia e mineração deve apresentar um desempenho misto no segundo trimestre de 2026, com as empresas de aço superando as mineradoras, segundo prévia de resultados divulgada pelo Banco Safra. A instituição elevou suas projeções para a Gerdau (GGBR4), manteve estimativas para a Usiminas (USIM5) e reduziu as previsões para Vale (VALE3), Aura Minerals (AURA33), CSN Mineração (CMIN3) e CSN (CSNA3).

Na avaliação do banco, Gerdau e Usiminas devem ser os destaques positivos da temporada de balanços, enquanto CSN Mineração e CSN tendem a registrar os desempenhos mais fracos.

Para a Gerdau, o Safra projeta EBITDA de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre, alta de 8% em relação aos três meses anteriores e ligeiramente acima do consenso de mercado. O resultado deve ser impulsionado principalmente pela melhora das operações na América do Norte e no Brasil, beneficiadas pelo aumento dos embarques e por preços mais favoráveis no mercado doméstico.

A Usiminas, por sua vez, deve apresentar estabilidade nos resultados, com EBITDA ajustado estimado em R$ 658 milhões. Segundo o banco, a melhora da divisão de siderurgia, favorecida por preços mais altos do aço, deve compensar a piora do desempenho da mineração.

Mineração deve ter trimestre mais desafiador

No segmento de mineração, a expectativa é de um trimestre mais desafiador. Para a Vale, o Safra estima EBITDA de cerca de US$ 3,8 bilhões, queda de 2% frente ao primeiro trimestre e 8% abaixo do consenso da Visible Alpha. O banco avalia que o aumento dos custos de produção e a redução dos preços realizados do minério de ferro devem mais do que anular o efeito positivo do crescimento de 15% nos embarques da commodity. A divisão de Metais para Transição Energética (VBM), por outro lado, deve registrar melhora impulsionada pelos preços mais altos de cobre e níquel.

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A CSN Mineração também deve sentir o impacto da queda dos preços do minério de ferro. O Safra projeta EBITDA ajustado de R$ 964 milhões, recuo de 32% na comparação trimestral e 36% abaixo do consenso de mercado. Embora os embarques devam crescer 15% no período e os custos por tonelada recuem, o banco avalia que a forte queda nos preços realizados será suficiente para pressionar os resultados.

Para a CSN, a estimativa é de EBITDA de R$ 2,3 bilhões, baixa de 12% em relação ao trimestre anterior e 22% abaixo das expectativas do mercado. Segundo o Safra, o enfraquecimento das operações de mineração e energia deve superar a melhora observada nas divisões de siderurgia, logística e cimento.

Já a Aura Minerals deve registrar EBITDA de US$ 205 milhões, retração de 16% frente ao primeiro trimestre. A expectativa reflete menores preços realizados do ouro, redução dos embarques e aumento dos custos de produção.

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