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As 7 ações do Brasil que são as melhores da América Latina, segundo o BTG

As 7 ações do Brasil que são as melhores da América Latina, segundo o BTG

Embraer, Petrobras e Eneva dividem o maior peso, com 10% cada, seguidas por Axia, com 9% da carteira montada para a região

O BTG Pactual montou uma carteira com 16 ações na América Latina e manteve o Brasil em posição neutra. Embraer (EMBJ3) e Sabesp (SBSP3) entraram no lugar de Equatorial (EQTL3) e Cury (CURY3). A troca busca elevar a exposição ao dólar.

O banco está com posição acima da média recomendada, o chamado overweight, em Peru, Chile e Argentina. Brasil e Colômbia ficaram neutros, e o México é a única posição abaixo da média na região.

São sete nomes no Brasil, três no México, dois no Chile, dois no Peru, um na Argentina e um na Colômbia. Os múltiplos em real parecem atrativos, na leitura do banco, sobretudo entre grandes empresas previsíveis.

Embraer Praetor 500E
(Imagem: Divulgação/ Embraer)

Pesos maiores ficam com energia e aviação

A Embraer divide o maior peso da carteira, com 10%. O resultado do segundo trimestre veio acima do consenso, sustentado por mix comercial melhor, aumento de preços na aviação executiva e execução na área de defesa.

“A Embraer representa uma história única na indústria de aviação, combinando crescimento de dois dígitos com um valuation mais barato que o dos pares”, escreveram os analistas do BTG Pactual.

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A Petrobras (PETR4) também responde por 10%. A produção deve ficar no teto do guidance em 2026, com três novos navios-plataforma, os FPSOs, contratados para 2027.

“Acreditamos que o mercado ainda não reconheceu a relevância dos preços altos de combustíveis para a tese de investimento”, apontaram os analistas.

O sucesso da Eneva (ENEV3) no leilão de capacidade de março levou o banco a elevar o preço-alvo de R$ 20 para R$ 31. A taxa interna de retorno estimada ficou em 11,9%, já com o resultado do leilão.

“Com os contratos de longo prazo assegurados, a história da Eneva deve migrar para um perfil de fluxo de caixa mais estável”, escreveu o banco.

A Axia (AXIA3) aparece com 9% e é vista como a principal beneficiária de preços de energia mais altos. A empresa anunciou R$ 4 bilhões em pagamentos extras em março de 2025 e outros R$ 4,3 bilhões depois.

“A companhia ainda está nos estágios iniciais do que deve se tornar uma substancial geradora de caixa e pagadora de dividendos”, afirmaram os analistas.

Itaú
(Imagem: Leonardo AI)

Banco, saneamento e concessão completam o time

O Itaú Unibanco (ITUB4) tem 7,5% da carteira. A ação caiu 11% em 30 dias, e o papel negocia a 8,4 vezes o lucro projetado para 2026 e a 7,5 vezes o de 2027.

“Seguimos vendo o Itaú como a âncora de qualidade do setor e nosso banco de grande porte preferido, apoiado por qualidade de ativos muito sólida”, escreveram os analistas do BTG Pactual.

A Sabesp entrou na carteira com 7,5% depois de cair cerca de 15%. As despesas com marketing e central de atendimento devem seguir pressionadas em 2026, com alívio previsto para 2027.

“Acreditamos que essa queda criou uma boa oportunidade para aumentar posição no papel”, apontou o banco.

A Motiva (MOTV3) fecha a lista brasileira com 5%. O ano de 2025 foi de limpeza de portfólio, com a saída de ativos como Barcas e aeroportos, e a venda dos aeroportos deve ser concluída no terceiro trimestre.

“A Motiva é um dos nomes defensivos mais atrativos para se ter em carteira, a um valuation barato, com taxa interna de retorno real de 14%”, escreveram os analistas.