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Margens da Vibra continuarão altas no 2º semestre, diz BTG

Margens da Vibra continuarão altas no 2º semestre, diz BTG

Apesar da redução da dívida bruta ser prioridade, a expectativa é que a Vibra consiga manter as margens altas

As margens da Vibra (VBBR3) devem continuar em alta no segundo semestre após dois trimestres positivos, segundo análise do BTG divulgada nesta segunda-feira (17) após a teleconferência sobre o balanço do segundo trimestre de 2026.

“A administração reforçou que parte da recente expansão da margem reflete melhorias estruturais do mercado, embora a lucratividade atual ainda esteja acima dos níveis normalizados”, escreveram os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.

A expectativa, segundo a análise, é que a margem desse ano se mantenha entre a margem dos primeiro e segundo trimestre, sem passar dos valores do segundo.

A companhia, que já faturava R$200/M³ antes do fechamento de postos irregulares no Rio de Janeiro, agora prevê margens maiores, junto com um maior consumo de combustíveis e impostos adicionais sobre o etanol.

Apesar disso, a Vibra ainda depende de uma fiscalização rigorosa para uma conseguir manter uma boa rentabilidade no setor.

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Mesmo com o crescimento e fortalecimento do biodiesel, que afeta diretamente e positivamente o valor do combustível, o diesel continua sendo um dos combustíveis mais voláteis do mercado, devido os preços internacionais.

Mais dividendos?

Segundo o BTG, a companhia busca ativamente uma diminuição e flexibilização na dívida bruta, a fim de liberar a capacidade de balanço para novos investimentos atraentes, caso eles apareçam.

Entretanto, a Vibra ressaltou que já possui espaço em caixa para novos projetos, mas ainda não decidiu usá-lo. Esta situação, explicam os analistas, pode abrir espaço para uma maior distribuição de dinheiro aos acionistas.

Oportunidades de novos postos

O fechamento de postos irregulares fez com que os postos sem bandeira buscassem por grandes redes de marca e abriu uma nova oportunidade para a Vibra.

“A empresa espera continuar expandindo sua rede, mas com foco em atrair os locais mais lucrativos, ao invés de simplesmente aumentar o número de postos.”, segundo os analistas do BTG.

A demanda fez com que a empresa criasse mais incentivos pós-pagos para ajudar os novos postos a desembolsarem menos inicialmente e, ao mesmo tempo, conseguir garantir retornos atrativos.

O mercado mais aquecido e competitivo é bem-visto pela Vibra como potencial de crescimento da companhia maior do que ano passado.

Nova estratégia de vendas

Por meio de vendas B2B, de empresa para empresa, a Vibra tem convertido clientes de médio porte para um modelo de contrato de longo prazo – normalmente de dois anos -, transformando os compradores à vista para relacionamentos recorrentes.

Ao conseguir clientes fiéis, gera-se para a empresa uma boa percepção de lucratividade e volume, e garante ao comprador menos exposição a volatibilidade de preços e, consequentemente, maior previsibilidade dos ganhos ao longo do tempo.