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Safra vê redução de riscos para Engie após follow-on de R$ 8,4 bi

Safra vê redução de riscos para Engie após follow-on de R$ 8,4 bi

A oferta foi precificada em R$ 30,50 por ação, com desconto de 5,5% em relação ao preço de mercado

A conclusão da oferta subsequente (follow-on) da Engie (EGIE3), que levantou R$ 8,4 bilhões para viabilizar a aquisição de uma participação de 40% na Usina Hidrelétrica de Jirau, representa um importante evento de redução de riscos para a companhia, na avaliação do Safra. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (15), o banco destaca que a operação encerra um processo aguardado pelo mercado há meses e elimina incertezas relacionadas aos parâmetros de avaliação do ativo.

A oferta foi precificada em R$ 30,50 por ação, com desconto de 5,5% em relação ao preço de mercado. Ao todo, foram emitidas 274 milhões de novas ações, sendo 179 milhões destinadas à transferência da fatia da Engie Brasil Participações (EBP) em Jirau e outras 95 milhões emitidas para reduzir a diluição dos acionistas minoritários.

Avaliação de Jirau

Segundo o Safra, a operação permitirá que a EBP mantenha cerca de 68% de participação na Engie, enquanto os acionistas minoritários passarão a deter aproximadamente 32% do capital. O banco ressalta que a oferta foi estruturada de forma a evitar diluição para os investidores minoritários que aderiram à operação.

Os analistas afirmam que os recursos captados serão direcionados principalmente para a aquisição da participação em Jirau, avaliada em R$ 5,7 bilhões. Parte do montante, contudo, também poderá ser utilizada para quitar despesas relacionadas ao Uso do Bem Público (UBP), estimadas em R$ 2,4 bilhões, além de contribuir para a otimização da estrutura de capital da companhia.

Apesar da conclusão da transação, o Safra considera que o valuation atribuído à hidrelétrica continua exigente. Ainda assim, o banco observa que há fatores capazes de melhorar a atratividade financeira do investimento, como a renovação dos incentivos fiscais da Sudam até 2037, ganhos de modulação estimados em R$ 10/MWh e uma melhora no GSF (Generation Scaling Factor).

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Recomendação mantida

Na avaliação do Safra, a aquisição de Jirau tende a gerar uma Taxa Interna de Retorno (TIR) implícita de 9,9%, patamar considerado adequado e próximo da média observada no setor elétrico. Além disso, a instituição acredita que a Engie poderá capturar ganhos adicionais ao assumir a operação do ativo, melhorando gradualmente os termos econômicos da aquisição.

Embora veja a conclusão do follow-on como um fator positivo para reduzir incertezas e fortalecer a estrutura financeira da empresa, o Safra manteve a recomendação underperform (venda) para as ações da Engie. O banco argumenta que, do ponto de vista de valuation, outras empresas do setor elétrico ainda apresentam potencial de retorno mais atrativo para os investidores.

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