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Assaí: farmácias têm potencial acima da média do setor, diz Safra

Assaí: farmácias têm potencial acima da média do setor, diz Safra

Analistas conheceram a primeira unidade do formato e mantiveram a leitura de que a farmácia é positiva, mas não altera a tese do atacarejo

O banco Safra visitou nesta quarta-feira (15) a primeira unidade do Assaí Farma, formato de farmácia que o Assaí (ASAI3) começa a testar dentro de suas lojas, e saiu com as impressões iniciais confirmadas.

“Mantemos nossa visão de que a iniciativa é positiva, mas não deve mudar a tese de investimento do Assaí”, escreveram os analistas Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio.

A loja piloto opera com cerca de 10 mil itens, volume em linha com o das grandes redes de farmácia e bem acima dos aproximadamente 6 mil oferecidos por operadores regionais.

“O sortimento é focado em medicamentos de uso contínuo, principal motor de receita do setor, o que deve sustentar demanda recorrente e frequência dos clientes”, apontaram os analistas do Safra.

Expansão atrelada ao piloto

O plano da companhia prevê 25 unidades em São Paulo em 2026, com a maior parte das aberturas até agosto, e outras 225 lojas em 2027. O cronograma, contudo, não está gravado em pedra.

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“Se as vendas ficarem aquém das expectativas, parte da expansão pode ser adiada para 2028”, ponderaram Pini, Granello e Sartorio.

Custos enxutos e retorno acima da média

Na economia do formato, a integração às lojas existentes é o grande trunfo: despesas como aluguel, segurança e serviços compartilhados já são bancadas pela operação principal, e o capex é substancialmente menor.

Já o custo de aquisição dos medicamentos deve ficar em linha com o das farmácias tradicionais, uma vez que o abastecimento virá de distribuidores farmacêuticos, sem compartilhar os centros de distribuição do atacarejo — com reposição completa das lojas em cerca de dois dias.

“A base de custos incrementais mais baixa e a menor intensidade de capital podem resultar em um ROIC acima da média da indústria, desde que o formato alcance uma produtividade de vendas adequada”, avaliaram os analistas.

A farmácia tampouco deve roubar espaço relevante das gôndolas: em vez de eliminar categorias, o Assaí pretende reduzir o número de marcas em seções selecionadas e converter áreas ociosas em espaço de venda.

Mais adiante, um programa de fidelidade próprio e produtos de marca própria — integrados ao atacarejo, aos postos de combustível e aos carregadores elétricos — podem virar alavancas de retenção e margem, embora ainda não façam parte da proposta inicial.

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