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Porto (PSSA3) reduz perdas após balanço. Por que o BTG mantém compra?

Porto (PSSA3) reduz perdas após balanço. Por que o BTG mantém compra?

Banco trabalha com preço-alvo de R$ 61 para as ações nos próximos 12 meses.

As ações da Porto (PSSA3) reduziam as perdas para 1,65%, a R$ 44,15, às 10h43 desta quinta-feira (5), no horário de Brasília, após o balanço do 3T26. Mais cedo, os papéis chegaram a cair quase 4%.

Mesmo com esta reação, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra, apesar de classificar o trimestre como fraco, com expectativa de recuperação em 2027.

A companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 712,7 milhões, queda de 14,3% em um ano e de 19,8% frente ao trimestre anterior. Segundo o BTG, o resultado ficou aproximadamente 7% abaixo do consenso do mercado.

No relatório, Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale identificam três focos de pressão:

  • o aumento das despesas assistenciais na saúde,
  • as perdas com cartões de crédito no Porto Bank e
  • o desempenho mais fraco das aplicações financeiras.

Os analistas alertam que parte dessas dificuldades pode continuar no quarto trimestre. A recomendação de compra considera, porém, a expectativa de que esses fatores não se repitam com a mesma intensidade no próximo ano.

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Saúde, crédito e Hapvida pesam nos resultados

Na Porto Saúde, a sinistralidade de saúde e odontologia subiu de 77,3% para 82% em um ano. O BTG relaciona parte da piora à sazonalidade e a problemas na cadeia de atendimento oncológico, incluindo a Oncoclínicas.

“A Porto não pode deixar seus beneficiários sem acesso ao tratamento e, por isso, precisou absorver os custos adicionais e redirecionar parte da assistência oncológica após a ruptura. Essa pressão deve levar alguns trimestres para ser totalmente absorvida, mas não deve representar uma mudança permanente no nível de sinistralidade do negócio”, apontam os analistas.

No Porto Bank, as perdas de crédito somaram R$ 843 milhões. A companhia elevou a projeção dessas perdas em 2026 para R$ 3,4 bilhões a R$ 3,8 bilhões, ante a faixa anterior de R$ 3,1 bilhões a R$ 3,5 bilhões.

O resultado financeiro caiu 19% em um ano, para cerca de R$ 310 milhões. Segundo o BTG, o baixo retorno dos títulos corrigidos pelo IPCA e a exposição às ações da Hapvida prejudicaram o desempenho. O banco vê risco de nova pressão no quarto trimestre caso a Porto tenha mantido essa posição.

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Seguro auto sustenta aposta em 2027

O BTG destaca o seguro de automóveis como contraponto aos resultados mais fracos. Os prêmios emitidos cresceram 10% em um ano, para aproximadamente R$ 4,5 bilhões, com expansão da frota segurada e disciplina na seleção dos riscos.

Para o banco, a normalização dos problemas específicos de 2026, somada a uma base de comparação mais favorável, pode ajudar os lucros e as ações em 2027. A instituição havia elevado a recomendação para compra em agosto.

“Essa base mais fraca de lucros e de cotação das ações, combinada à normalização dos fatores específicos que prejudicam os resultados neste ano, sugere que 2027 pode ser um bom ano tanto para a Porto quanto para suas ações. Em retrospecto, nossa elevação de recomendação pode ter ocorrido um pouco cedo, mas nossa visão construtiva para 2027 permanece inalterada”, afirma o BTG.