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Axia Energia (AXIA3) tem EBITDA de R$ 6,9 bilhões no 3T26, alta de 8,4%

Axia Energia (AXIA3) tem EBITDA de R$ 6,9 bilhões no 3T26, alta de 8,4%

Lucro líquido ajustado caiu 19,1% no terceiro trimestre, para R$ 1,76 bilhão, enquanto investimentos somaram R$ 2,85 bilhões

A Axia Energia (AXIA3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com EBITDA regulatório ajustado de R$ 6,915 bilhões, crescimento de 8,4% frente aos R$ 6,382 bilhões registrados um ano antes. O resultado refletiu o aumento das margens de geração e transmissão de energia, a redução das despesas operacionais e o crescimento do resultado das participações societárias.

O lucro líquido IFRS ajustado, por outro lado, caiu 19,1%, de R$ 2,176 bilhões para R$ 1,759 bilhão. Já o lucro contábil, sem ajustes, ficou em R$ 1,113 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 5,448 bilhões apurado no mesmo trimestre de 2025.

A receita operacional líquida IFRS somou R$ 10,037 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 10,003 bilhões do período anterior, com alta de 0,3%.

Geração e transmissão sustentam crescimento do EBITDA

A margem de contribuição do segmento de geração atingiu R$ 3,071 bilhões entre julho e setembro, avanço de 9,1% em relação ao 3T25.

Na comercialização de energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e no Mercado de Curto Prazo (MCP), a margem chegou a R$ 1,754 bilhão, aumento de 10,6%. Entre os fatores apontados pela Axia estão o maior preço médio dos contratos no ACL, a ampliação da energia disponível para comercialização e o aumento do fator de ajuste da geração hidrelétrica (GSF).

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Na transmissão, a margem de contribuição cresceu 8,3%, para R$ 4,533 bilhões. A variação foi influenciada pelo aumento da Receita Anual Permitida (RAP) homologada, que passou de R$ 4,134 bilhões para R$ 4,451 bilhões, após a conclusão de investimentos em ativos do segmento.

Os gastos gerenciáveis com pessoal, materiais, serviços e outros (PMSO), excluídos os custos de geração alocados à margem do segmento, recuaram 10,8%, para R$ 1,315 bilhão.

O resultado regulatório ajustado das participações societárias também contribuiu para o trimestre, com R$ 709 milhões, ante R$ 476 milhões no mesmo período do ano passado. A companhia atribuiu a variação aos resultados da ISA Energia e da usina de Jirau, além da alienação de sua participação minoritária na IE Madeira.

Lucro ajustado cai 19,1% no trimestre

Embora o EBITDA regulatório ajustado tenha crescido, o lucro líquido IFRS ajustado da Axia Energia recuou para R$ 1,759 bilhão no 3T26.

Pelo critério IFRS ajustado, o EBITDA somou R$ 4,533 bilhões, queda de 23% em relação aos R$ 5,890 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2025.

O resultado financeiro IFRS ajustado ficou negativo em R$ 1,589 bilhão, ante saldo negativo de R$ 2,385 bilhões um ano antes.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido IFRS ajustado alcançou R$ 7,071 bilhões, crescimento de 98,3% frente aos R$ 3,565 bilhões dos nove primeiros meses de 2025.

O EBITDA regulatório ajustado acumulado no ano chegou a R$ 22,198 bilhões, alta de 28,6%.

Investimentos chegam a R$ 2,85 bilhões

A Axia Energia investiu R$ 2,855 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 5,7% sobre os R$ 2,701 bilhões aplicados no 3T25. Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos totalizaram R$ 7,327 bilhões, crescimento de 27,7%.

A transmissão respondeu por R$ 2,006 bilhões dos aportes trimestrais, distribuídos principalmente entre projetos de ampliação, que receberam R$ 681 milhões, e obras de reforço e melhoria, com R$ 1,272 bilhão.

Na geração, foram investidos R$ 331 milhões, dos quais R$ 315 milhões destinados à modernização de ativos, incluindo as usinas de Tucuruí, Santo Antônio, Luiz Gonzaga e Paulo Afonso IV.

A empresa informou ainda que mantém 269 empreendimentos de transmissão de grande porte em implementação. Os projetos deverão acrescentar aproximadamente R$ 2 bilhões à Receita Anual Permitida entre 2026 e 2030.

Dívida líquida sobe para R$ 47,57 bilhões

A dívida líquida ajustada da Axia Energia encerrou setembro em R$ 47,568 bilhões, alta de 11,7% em relação aos R$ 42,577 bilhões do 3T25. Frente ao segundo trimestre deste ano, o aumento foi de R$ 2,107 bilhões.

A relação entre dívida líquida ajustada e EBITDA IFRS ajustado dos últimos 12 meses ficou em 2,0 vezes, ante 2,1 vezes um ano antes.

O custo médio da dívida passou de CDI mais 0,64% ao ano para CDI mais 0,19% ao ano, enquanto o prazo médio atingiu 56,3 meses.

Entre julho e outubro, a companhia captou R$ 14,3 bilhões por meio de debêntures, operações bancárias e financiamentos, incluindo recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Axia prevê alocação de até R$ 11,7 bilhões aos acionistas

Em setembro, o Conselho de Administração da Axia Energia aprovou a alocação de até R$ 4 bilhões aos acionistas, referente ao resultado parcial do segundo semestre de 2026.

Com os até R$ 7,7 bilhões já aprovados no primeiro semestre, o montante autorizado para o ano chega a R$ 11,7 bilhões.

A companhia também anunciou, em 20 de outubro, a sexta operação de resgate ou conversão de ações preferenciais classe C (PNC), no valor de R$ 3,48 bilhões. O pagamento do resgate está previsto para 6 de novembro de 2026.