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BB Seguridade: Itaú BBA mantém recomendação de desempenho abaixo do esperado

BB Seguridade: Itaú BBA mantém recomendação de desempenho abaixo do esperado

O banco elevou a projeção de lucro líquido ajustado de 2026 para R$ 8,86 bilhões, queda de 2,5% em relação a 2025

O Itaú BBA manteve a recomendação “underperform” (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações da BB Seguridade (BBSE3) e o preço-alvo de R$ 32 por ação para o fim de 2027, após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026 (3T26). O banco elevou a projeção de lucro líquido ajustado de 2026 para R$ 8,86 bilhões, queda de 2,5% em relação a 2025, mas cortou a de 2027 para R$ 8,19 bilhões, retração de 7,5%. Segundo os analistas, a fraca produção de seguros passa a afetar cada vez mais os prêmios ganhos, e o crescimento da previdência e as receitas financeiras compensam apenas em parte.

Com as ações negociadas a 9 vezes o lucro projetado para 2027 (P/L) e dividend yield de 10% no mesmo ano, o Itaú BBA avalia que o retorno não remunera de forma suficiente as perspectivas de resultado da BB Seguridade. O principal risco de alta para a recomendação seria uma renovação antecipada do contrato com o banco e com as seguradoras parceiras. No entanto, a fraqueza atual nos prêmios emitidos deixa a companhia em posição menos vantajosa para negociar termos com as seguradoras.

O banco passou a projetar queda de 11,4% nos prêmios emitidos em 2026, próxima ao extremo favorável da meta revisada pela companhia (guidance), seguida de nova retração de 2,9% em 2027. A gestão vê poucas perspectivas de recuperação forte no seguro atrelado a crédito, em um ambiente de juros restritivos. A administração também indicou que boa parte do colchão de prêmios ganhos proveniente de negócios já emitidos foi consumido.

Por isso, o Itaú BBA estima que os prêmios ganhos recuem 7,2% em 2026 e outros 9,7% em 2027. A sinistralidade baixa segue como importante sustentação, mas as projeções agora preveem alta do índice total de sinistros de 22,5% em 2026 para 24,1% em 2027. A gestão atribuiu o nível baixo de sinistros ao clima favorável nas últimas safras e à disciplina de subscrição, mas atrasos no plantio e eventos climáticos continuam como riscos. A combinação de menores prêmios ganhos e sinistralidade mais alta leva o banco a projetar queda de 8,1% no resultado operacional não financeiro consolidado em 2027.

Previdência é o principal contrapeso

A principal compensação operacional vem da previdência. O Itaú BBA elevou as projeções de reservas para R$ 528 bilhões em 2026 e R$ 592 bilhões em 2027, crescimento de 13,1% (levemente acima do guidance) e de 12,2%, respectivamente, refletindo a avaliação construtiva da gestão sobre captação e acúmulo de reservas. Os aportes, porém, seguem concentrados em produtos de menor taxa, e a administração espera que a compressão das taxas continue. Assim, a previdência amortece só parcialmente a fraqueza dos seguros.

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O resultado financeiro funciona como colchão. Para 2027, o banco projeta receita líquida de investimentos de R$ 1,87 bilhão, abaixo dos R$ 1,98 bilhão de 2026, mas 9,6% acima da estimativa anterior. Dois movimentos se opõem: juros médios mais altos sustentam a projeção, enquanto reservas menores nos seguros compensam parte do ganho.

O resultado operacional não financeiro deve cair 8,1%, para R$ 6,33 bilhões em 2027, levando o lucro líquido ajustado da BB Seguridade a R$ 8,19 bilhões. O Itaú BBA também não vê recuperação relevante em 2028, quando o lucro ajustado deve avançar 3,1%, para R$ 8,45 bilhões, ainda abaixo da projeção para 2026.

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