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Petrobras, Prio e Brava vão distribuir mais dividendos?

Petrobras, Prio e Brava vão distribuir mais dividendos?

Santander projeta aumento dos dividendos ordinários da Petrobras com o Brent mais alto, mas vê espaço limitado para extraordinários

As três petroleiras cobertas pelo Santander devem seguir caminhos distintos na hora de devolver dinheiro ao acionista. A Petrobras (PETR4) tende a aumentar os dividendos ordinários, a Prio (PRIO3) deve concentrar o retorno nas recompras de ações, e a Brava Energia (BRAV3) deve priorizar o pagamento de dívida.

O pano de fundo é o preço da energia. Mais de seis meses depois do início da crise no Estreito de Ormuz, as cotações seguem elevadas, refletindo as interrupções de oferta na região e os danos à infraestrutura energética russa.

Diante desse quadro, o banco identificou três abordagens entre as companhias: crescimento, com uso da geração de caixa maior para acelerar investimentos e eventuais aquisições; postura defensiva, com foco no fortalecimento do balanço; e retorno ampliado ao acionista, principalmente via programas maiores de recompra.

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Petrobras mantém o pé no investimento

Na estatal, a prioridade segue sendo expandir a produção e repor reservas. O Santander projeta investimentos próximos de US$ 17 bilhões por ano entre 2026 e 2028, em linha com o plano estratégico da companhia.

Com o Brent mais alto, a expectativa é de geração de caixa maior e, por consequência, de dividendos ordinários mais altos, já que a política de distribuição é atrelada ao fluxo de caixa livre. O resultado é um ciclo em que convivem investimento elevado, crescimento operacional e redução gradual da alavancagem, o que deixa pouco espaço para proventos extraordinários.

Prio muda de fase e Brava segue apertada

A Prio caminha para deixar o período intensivo em investimentos e entrar em uma etapa de geração de caixa mais forte e redução de dívida. Os projetos de retorno elevado em Frade, Albacora Leste e Peregrino continuam prioritários, mas o banco espera queda gradual do capex à medida que o ciclo atual de desenvolvimento amadurece.

Na Brava Energia, os investimentos devem permanecer altos até a conclusão da campanha integrada de perfuração em Papa-Terra e Atlanta. A entrada da Ecopetrol como controladora pode mudar a estratégia da companhia, mas, por ora, a avaliação é de que a desalavancagem continua à frente de qualquer distribuição aos acionistas.