O que acontece quando aromas, sabores e memórias despertados por uma taça de champanhe são transformados em música? É essa a proposta da Krug para uma experiência que ocupará o Larrabee Studios, em Los Angeles, por três noites, nos dias 28, 29 e 30 de setembro.
Batizado de “A Arte de Combinar Krug e Som nos Estúdios Larrabee”, o encontro abre ao público parte de um dos espaços de gravação profissional da cidade e propõe uma degustação que vai além da tradicional sequência de taças. Os participantes serão convidados a descrever sabores, emoções e lembranças despertados pelos champanhes. A partir dessas impressões, o produtor Manny Marroquin e outros profissionais do estúdio criarão uma composição musical original em tempo real.
A experiência custa US$ 474 por pessoa, com lugares limitados, e coloca o convidado em uma posição pouco habitual em eventos de luxo: não apenas a de espectador, mas também a de participante do processo criativo.
Champanhe, música e alta gastronomia
Proprietário do Larrabee Studios, Manny Marroquin será o anfitrião das sessões. Segundo a Krug, o produtor acumula 14 prêmios Grammy. O cenário, portanto, não funciona apenas como ambientação: o próprio estúdio faz parte da experiência.
No centro da degustação estarão as chamadas “Les Créations de 2013”, com o Krug 2013 e o Krug Grande Cuvée 169ème Édition. A programação ainda inclui um jantar de vários pratos preparado pelo chef Oscar Torres, do restaurante VERSE, com harmonizações que incluem Krug Grande Cuvée 173ème Édition e Krug Rosé 29ème Édition.
A proposta aproxima dois universos que, para a maison, compartilham uma lógica semelhante. Tanto a elaboração de um champanhe quanto a produção musical dependem da combinação de diferentes elementos até que se chegue a um resultado final. Em Los Angeles, essa relação deixa o campo conceitual para ganhar forma diante dos convidados.
Do produto à memória
Saindo de uma degustação sofisticada, a iniciativa traduz uma mudança que vem ganhando espaço no universo do luxo. O objeto ou produto continua relevante, mas passa a dividir protagonismo com aquilo que acontece ao redor dele.
No caso da Krug, a taça é apenas o ponto de partida. O champanhe desperta uma sensação, a sensação ganha palavras e essas palavras ajudam a construir uma música. Ao final, o participante não leva consigo apenas a lembrança do que bebeu ou comeu, mas a experiência de ter interferido diretamente na criação daquela noite.
É uma sequência que resume bem uma das novas linguagens do luxo contemporâneo: produto, experiência, participação e memória.
A escolha do Larrabee Studios reforça essa ideia. Normalmente reservado à produção musical profissional, o espaço será temporariamente aberto ao público, acrescentando à programação a sensação de acesso a um ambiente pouco disponível fora da indústria. Somam-se a isso o jantar, os champanhes e a criação musical ao vivo.
A ação também se estende para além das três noites. Durante o mês, os restaurantes VERSE e Mensano, na região, terão uma harmonização específica com Krug Grande Cuvée 173ème Édition e um prato de peixe-rei maturado a seco com milho azul, shiso, abacate e limão-caviar, ao preço de US$ 75.
Em uma cidade acostumada a pop-ups, jantares especiais e experiências imersivas, a Krug aposta justamente no cruzamento de linguagens para se diferenciar. Não se trata apenas de servir champanhe enquanto a música toca. A proposta é fazer com que aquilo que está na taça ajude, literalmente, a definir o som da noite.
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