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Ibovespa a 200 mil vira cenário dos gestores globais, diz BofA

Ibovespa a 200 mil vira cenário dos gestores globais, diz BofA

A parcela que vê o índice acima de 180 mil pontos saltou de 34% para 73% em um mês, no maior salto de humor da série recente

Quase metade dos gestores ouvidos pelo Bank of America espera o Ibovespa em 200 mil pontos ou mais no fim de 2026. São 46% do painel, num cenário que ninguém havia apontado na pesquisa do mês anterior.

A virada de humor é o dado mais expressivo do levantamento de setembro. A fatia que projeta o índice acima de 180 mil pontos subiu de 34% para 73% em apenas um mês.

“O sentimento se recuperou em nossa pesquisa de setembro”, apontam os analistas do Bank of America. O levantamento ouviu 30 gestores que administram cerca de US$ 90 bilhões.

Onde você vê o Ibovespa no final de 2026?

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Otimismo com o pé no freio

Há, porém, uma contradição no meio do caminho. Apenas 30% se disseram dispostos a aumentar a posição em ações nos níveis de preço atuais antes das eleições, enquanto os demais preferem esperar uma correção ou simplesmente aguardar o desfecho do pleito.

“A incerteza eleitoral persiste”, observam os analistas, que apontam a alta dos juros americanos como o principal risco externo para as ações latino-americanas.

Ainda assim, a alocação caminhou para o lado mais agressivo. Dois terços pretendem aumentar a exposição a ações nos próximos seis meses, a maior proporção desde junho de 2025, e a disposição a correr risco chegou ao nível mais alto desde março.

As estratégias favoritas são qualidade e, agora, beta elevado. O caixa ficou praticamente estável em 6%, acima da média histórica de 5,5%.

Selic
(Imagem: Copilot)

Juros e o resto da região

“83% dos participantes esperam ao menos mais um corte na Selic neste ano, e cerca de metade do painel espera que o Banco Central continue cortando além disso”, dizem os analistas do Bank of America.

Inflação, quadro fiscal e cenário político foram apontados como os principais catalisadores para um ciclo de afrouxamento mais profundo.

Na composição das carteiras, financeiro e utilidades públicas seguem como os setores com maior peso, enquanto consumo discricionário e consumo básico permanecem como os mais subalocados. O Brasil continua preferido ante o México.

Nos países andinos, os gestores apontam eventos climáticos e a alta do cobre como os principais riscos, com a Colômbia vista como o mercado de melhor desempenho na região.