O Nubank (NUBR33) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 871,4 milhões, queda de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia sido de US$ 557 milhões. O desempenho foi impactado pelo desempenho da carteira de crédito, da base de clientes e das receitas de crédito e serviços financeiros.
A receita total da fintech somou US$ 5,32 bilhões entre janeiro e março, crescimento anual de 42%. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve avanço de 7%. O lucro bruto atingiu US$ 1,88 bilhão, alta de 27% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
O número de clientes chegou a 135,2 milhões no trimestre, expansão de 14% na comparação anual e de 3% frente ao trimestre imediatamente anterior. A taxa de atividade permaneceu estável em 83,4%.
O volume de compras movimentado pelos clientes totalizou US$ 39,5 bilhões, crescimento de 17% em relação ao primeiro trimestre de 2025, apesar da retração de 8% frente ao quarto trimestre do ano passado.
Já a receita média mensal por cliente ativo avançou 23% em um ano, passando de US$ 11,6 para US$ 15,9. O custo médio mensal de servir cada cliente ficou em US$ 1, ainda considerado baixo pela instituição, embora tenha crescido 19% na comparação anual.
Carteira de crédito
A carteira total de crédito, incluindo cartão e empréstimos, alcançou US$ 37,2 bilhões ao fim de março, alta de 40% em relação ao mesmo período de 2025. Os depósitos totalizaram US$ 42,4 bilhões, avanço anual de 22%.
A receita de crédito foi o principal destaque do trimestre, somando US$ 3,17 bilhões, crescimento expressivo frente aos US$ 1,98 bilhão registrados um ano antes. As receitas com float avançaram para US$ 1,38 bilhão, enquanto as receitas de tarifas atingiram US$ 759,1 milhões.
Por outro lado, os custos diretos totais cresceram para US$ 3,44 bilhões, pressionados principalmente pelo aumento do custo de crédito, que passou de US$ 1,04 bilhão para US$ 1,79 bilhão na comparação anual.
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Despesas avançam
As despesas operacionais totalizaram US$ 647,6 milhões no trimestre, alta frente aos US$ 459,2 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. As despesas gerais e administrativas atingiram US$ 371,8 milhões, enquanto os gastos com suporte ao cliente e operações somaram US$ 204,9 milhões.
As despesas de marketing também cresceram no período, passando de US$ 40,3 milhões para US$ 62,9 milhões.
O lucro antes dos impostos (EBT) ficou em US$ 1,23 bilhão, crescimento de 41,7% na comparação anual. Já a despesa com imposto de renda totalizou US$ 357,6 milhões no trimestre.






