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CPFL tem alta de 18% no lucro líquido do 1ºTRI

CPFL tem alta de 18% no lucro líquido do 1ºTRI

A receita operacional líquida da empresa de energia chegou a R$ 11,3 bilhões nos três primeiros meses de 2026

A CPFL (CPFE3) registrou alta de aproximadamente 18% no lucro líquido do primeiro trimestre do ano, ao atingir R$ 1,9 bilhão ante R$ 1,6 bilhões no mesmo período do ano passado. Os dados estão no balanço da companhia divulgado nesta quinta-feira (14).

A receita operacional líquida da empresa de energia chegou a R$ 11,3 bilhões nos três primeiros meses de 2026, ao passo que em igual período de 2025, havia atingido R$ 10,6 bilhões nesse indicador, tendo uma elevação de 6%.

Já o Ebitda consolidado da companhia ficou praticamente estável, ao atingir R$ 3,860 bilhões. No primeiro trimestre de 2025, esse resultado havia sido de R$ 3,852 bilhões.

Apesar disso, a companhia também informou aumento no endividamento no primeiro trimestre. A dívida líquida alcançou R$ 30,4 bilhões, enquanto no primeiro trimestre de 2025, a dívida era de R$ 26,4 bilhões – uma elevação de 15%.

“Para mitigar possíveis exposições ao risco de flutuações do mercado, cerca de R$ 6,2 bilhões em dívida possuem operações de hedge. Visando a proteção do câmbio e da taxa atrelada ao contrato, para as dívidas em moeda estrangeira (16,7% do total das dívidas em IFRS) foram contratadas operações de swap”, diz trecho do balanço.

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Dados operacionais

Os custos com energia comprada para revenda avançaram no trimestre, impulsionados principalmente pela alta dos preços em leilões, contratos bilaterais e operações no mercado de curto prazo. O movimento foi parcialmente compensado pela redução do volume de energia adquirida de Itaipu e do Proinfa.

A companhia também destacou que a tarifa média da energia de Itaipu apresentou redução no período, refletindo a valorização cambial.

Já os encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição registraram aumento no trimestre, pressionados principalmente pelos Encargos de Rede Básica. Segundo a empresa, o avanço decorre do reajuste das tarifas de uso do sistema de transmissão em vigor desde julho de 2025.

O Encargo de Transporte de Itaipu também apresentou elevação, em linha com as novas tarifas estabelecidas pela mesma resolução da agência reguladora.

Além disso, houve crescimento dos custos relacionados aos ESS (Encargos de Serviço do Sistema), influenciado pelo efeito de alívio retroativo observado no primeiro trimestre de 2025, ocasionado pela diferença de preços entre os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Por fim, os custos com EER (Encargos de Energia de Reserva) aumentaram no período em razão das despesas ligadas à antecipação do suprimento das usinas vencedoras do 1º Leilão de Reserva de Capacidade.

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