As ações da CSN Mineração (CMIN3) caem quase 5% em reação ao balanço do 2º trimestre de 2026, no qual o Ebitda ajustado somou R$ 1.018 milhões, queda de 20% em um ano e de 28% ante os três meses anteriores. A receita líquida recuou 15%, para R$ 2,9 bilhões.
“Os resultados vieram fracos, ainda que amplamente esperados, pressionados por fretes mais altos, custos C1 e a parada programada de 15 dias na mina e no porto”, escrevem Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, do BTG Pactual.
Volumes surpreendem apesar da parada de manutenção
Os embarques somaram 11,8 milhões de toneladas, alta de 23% no trimestre e estabilidade em um ano, acima do projetado pelas três casas. A produção ficou em 10,9 milhões de toneladas. O preço realizado caiu para US$ 49,1 por tonelada e o custo caixa C1 subiu para US$ 24,0 por tonelada.
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“A superação foi explicada principalmente por maiores volumes de vendas e menor custo caixa, que mais do que compensaram os preços realizados mais fracos”, afirmam Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro, do Safra.
“Os preços realizados continuam sendo pressionados pelos fretes marítimos mais altos, que mais do que compensaram os resilientes preços de referência do minério de ferro”, apontam Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP.
O fluxo de caixa livre alcançou R$ 1,1 bilhão, o que equivale a um retorno anualizado de 14%, sustentado pela liberação de R$ 853 milhões em capital de giro. Os investimentos subiram para R$ 687 milhões, puxados pelas obras civis do projeto P15.
“A alavancagem aumentou para 0,23 vez o Ebitda, ante 0,11 vez, refletindo pré-pagamentos de dívida e recompras de ações, mas segue em níveis muito confortáveis”, registram Correa, Arazi e Gotardo.
“Dado que os atuais níveis de valuation não oferecem uma margem de segurança clara, reiteramos nossa recomendação neutra”, concluem Laghi, Nippes e Urbano, que veem pressão sobre os lucros no terceiro trimestre.