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Ensino básico impulsiona Cogna, que sobe 5%; saiba mais

Ensino básico impulsiona Cogna, que sobe 5%; saiba mais

O principal destaque do balanço, segundo o banco, foi o forte desempenho da divisão de educação básica

As ações da Cogna (COGN3) sobem cerca de 5% nesta quinta-feira (13), após a companhia divulgar um resultado considerado sólido pelo BTG Pactual no segundo trimestre. O principal destaque do balanço, segundo o banco, foi o forte desempenho da divisão de educação básica, que cresceu 51% em receita e ajudou a sustentar a expansão do lucro da companhia.

A receita líquida consolidada da Cogna alcançou R$ 1,96 bilhão no trimestre, alta de 18% na comparação anual e em linha com a estimativa do BTG. O Ebitda ajustado, excluindo R$ 6 milhões relacionados principalmente a custos de desligamentos, avançou 7%, para R$ 589 milhões, também em linha com a projeção.

Apesar da pressão sobre a margem, provocada pela maior participação da educação básica, a companhia conseguiu ampliar o resultado final. O lucro líquido ajustado, excluindo a amortização de ágio, cresceu 18% em um ano, para R$ 210 milhões. Já o lucro líquido contábil chegou a R$ 149 milhões, alta de 25%.

Educação básica é o grande destaque

Para o BTG, o desempenho da educação básica foi o ponto mais positivo do trimestre. A receita da divisão chegou a R$ 650 milhões, crescimento de 51% em relação ao segundo trimestre de 2025.

O avanço foi disseminado entre os negócios, mas contou com uma contribuição especialmente forte do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). A receita relacionada ao programa disparou 458% na comparação anual, para R$ 124 milhões.

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As receitas de assinaturas também apresentaram desempenho robusto, com alta de 22%, para R$ 392 milhões. Já o segmento B2G cresceu 45%, para R$ 56 milhões, enquanto Languages + Start Anglo avançou 31%.

O Ebitda ajustado da educação básica aumentou 63%, para R$ 74 milhões. A margem da divisão subiu 0,9 ponto percentual, apesar de uma queda de 10,3 pontos percentuais na margem bruta provocada pelo peso maior das receitas de PNLD, que apresentam margens menores. Segundo o BTG, eficiências nas despesas operacionais e menores gastos com administração e marketing mais do que compensaram esse efeito.

Kroton mantém resiliência, mas enfrenta pressão nos volumes

A operação de ensino superior Kroton apresentou crescimento mais moderado. A receita líquida chegou a R$ 1,3 bilhão, alta de 6% em um ano, beneficiada pela melhora do mix em direção aos formatos presencial e híbrido.

O desempenho, porém, continua pressionado pelos volumes. No primeiro semestre, a captação total de alunos caiu 17% na comparação anual, puxada principalmente pelo ensino a distância (DL), que recuou 34%. No mesmo período, a captação presencial cresceu 12%, enquanto a modalidade híbrida avançou 3%.

A base final de alunos caiu 4% em um ano, refletindo a transição regulatória e a fraqueza do ensino a distância.

O ticket médio, por outro lado, aumentou 11% no primeiro semestre. O movimento foi de alta de 4% no presencial, 2% no híbrido e 12% no ensino a distância, embora o avanço deste último tenha sido influenciado pela migração de cursos de menor ticket para o formato híbrido.

O Ebitda ajustado da Kroton ficou em R$ 515 milhões, alta de 2% em um ano. A margem, contudo, caiu 1,8 ponto percentual, pressionada principalmente pelo aumento das despesas operacionais, especialmente com administração e utilidades, diante da maior participação dos formatos presenciais.

Lucro cresce mesmo com pressão sobre margem

No consolidado, o Ebitda ajustado representou 30,1% da receita, uma queda de 3,1 pontos percentuais na comparação anual. O BTG atribui o recuo principalmente à mudança do mix de receitas, já que a educação básica vem crescendo em ritmo superior e apresenta margens diferentes das demais operações.

Ainda assim, a estabilidade das despesas financeiras na comparação trimestral e o crescimento das operações permitiram uma expansão significativa do lucro.

Para o BTG, o resultado mostra uma Cogna com desempenho equilibrado: enquanto a Kroton ainda enfrenta desafios de volume e margem, a educação básica ganha cada vez mais relevância e se consolida como o principal motor de crescimento da companhia.

O banco considera o segundo trimestre positivo, com destaque para a força da educação básica e para a evolução do resultado final. A reação das ações nesta quinta-feira reflete justamente a percepção de que o crescimento mais acelerado da divisão básica pode compensar parte das dificuldades ainda presentes no ensino superior.

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