As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caem 4% nesta quinta-feira (13) em reação ao balanço do 2º trimestre de 2026. A companhia lucrou R$ 3,908 bilhões, alta de 3,3% em um ano, com retorno sobre o patrimônio de 8,3%, números acima do projetado pela EQI Investimentos.
“O banco divulgou um resultado considerado negativo, mesmo que marginalmente acima das expectativas nos quesitos lucro e retorno sobre o patrimônio”, escreve Nícolas Merola, analista da EQI Investimentos.
A linha que sintetiza o problema é o custo de crédito, que somou R$ 18,5 bilhões, ou 5,89% da carteira. O valor caiu 2,1% ante os três meses anteriores, mas subiu 16,1% na comparação anual. No agronegócio, a inadimplência de curto prazo chegou a 8,97% e a de longo prazo, a 6,27%.
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“A carteira de pessoa física registrou também seu pior número, 11,42% na inadimplência curta e 8,41% na longa”, afirma Merola, que classifica o segmento como o maior destaque negativo do trimestre.
“Existe uma sobreposição natural dos clientes entre as duas carteiras”, diz o analista da EQI Investimentos ao explicar parte da piora da pessoa física pelo agronegócio. Segundo ele, a inadimplência é “altíssima” no setor.
Capital principal recua para 11,27%
O índice de capital principal caiu de 11,59% para 11,27%, sem expansão relevante da carteira, que cresceu 0,6% no trimestre e segue em R$ 1,3 trilhão. A variação combina 22 pontos-base positivos do lucro, 18 negativos de ajuste nos passivos atuariais e 37 negativos de ajustes prudenciais.
“Essa redução do capital faz com que o banco tenha menos fôlego para uma recuperação rápida via concessão de crédito numa eventual superação desse período turbulento”, conclui Nícolas Merola.