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Moura Dubeux: aumento do teto do MCMV seria “grande impulso”, aponta Safra

Moura Dubeux: aumento do teto do MCMV seria “grande impulso”, aponta Safra

Banco reforçou a construtora como um de seus nomes preferidos na média e alta renda após rodada de reuniões com o CFO Diego Wanderley

O banco Safra promoveu uma rodada de reuniões em São Paulo com a cúpula da Moura Dubeux (MDNE3), representada pelo diretor financeiro, Diego Wanderley, e pelo diretor de RI, Diogo Barral — e saiu das conversas com a convicção renovada na construtora nordestina.

A Moura Dubeux segue como um dos nossos nomes preferidos no segmento de média e alta renda“, escreveram os analistas Rafael Rehder e Olavo Fleming.

O preço na bolsa reforça o argumento, na visão do banco.

“Após o forte sell-off recente, vemos as ações a um atraente múltiplo de 4,6 vezes o lucro estimado para o fim de 2026, com espaço para surpresas positivas nos resultados”, apontaram os analistas.

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Lançamentos de até R$ 5,5 bilhões em 2027

A companhia planeja lançar cerca de R$ 5 bilhões em 2026, sendo R$ 1,3 bilhão em cada um dos dois últimos trimestres, com os condomínios respondendo por 65% do total.

Para 2027, a expectativa é de um mix mais equilibrado, que pode chegar a R$ 5,5 bilhões: R$ 2,5 bilhões em condomínios, R$ 2 bilhões da Ún1ca, no Minha Casa, Minha Vida, e R$ 1 bilhão da Mood, na média renda.

No banco de terrenos, a compra da sede dos Correios na Pituba, em Salvador, saiu por atrativos 5,5% do valor potencial de vendas do projeto, estimado em R$ 1,8 bilhão, com a primeira fase prevista para o segundo semestre de 2027.

“As conversas reforçaram nossa visão de que a demanda no Nordeste permanece saudável, contrastando com o ambiente mais desafiador de São Paulo”, avaliaram Rehder e Fleming.

A presença em sete dos nove estados da região permite direcionar o capital para os mercados mais aquecidos — hoje, Recife, Fortaleza e Salvador.

Na Mood, mesmo com o aperto na média renda, a velocidade de vendas em 12 meses fechou o segundo trimestre em 56%, a maior entre as construtoras listadas, e o Minha Casa, Minha Vida responde por só 30% das vendas da subsidiária.

O gargalo do programa está no teto de renda de R$ 13 mil da Faixa 4, já que a renda média dos clientes subiu para perto de R$ 19 mil.

“O potencial aumento do teto de renda da Faixa 4, para até cerca de R$ 21 mil, seria um grande impulso para as operações”, ponderaram os analistas do Safra.

Mão de obra é o gargalo, mas margens resistem

No campo operacional, a escassez de trabalhadores qualificados segue como o principal desafio, sobretudo nos grandes condomínios.

Para mitigar o risco, a companhia esticou o ciclo de construção dos novos lançamentos de 48 para 60 meses e passou a entregar unidades no contrapiso, o que reduz a complexidade das obras e dá ao cliente mais liberdade para personalizar o imóvel.

Nos materiais, a pressão arrefeceu, com o preço do concreto estabilizado após os reajustes recentes.

“A companhia não vê mais pressão relevante dos materiais de construção, o que deve manter as margens brutas consolidadas amplamente estáveis”, concluíram Rehder e Fleming.