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Mercado Livre registra lucro líquido de US$ 417 milhões no 1ºTRI

Mercado Livre registra lucro líquido de US$ 417 milhões no 1ºTRI

O volume total de pagamentos (TPV) alcançou US$ 87,2 bilhões, alta de 50% frente ao primeiro trimestre de 2025

O Mercado Livre (MELI34) registrou lucro líquido de US$ 417 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado equivalente a uma margem líquida de 4,7%, em meio à continuidade da forte expansão das operações de comércio eletrônico e serviços financeiros na América Latina.

A receita líquida e as receitas financeiras da companhia somaram US$ 8,845 bilhões entre janeiro e março, avanço de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior e crescimento de 46% em base neutra de câmbio.

O lucro operacional atingiu US$ 611 milhões no trimestre, com margem de 6,9%. Apesar da expansão das receitas, o Mercado Livre informou que o resultado operacional foi pressionado pelo aumento dos investimentos voltados ao crescimento de longo prazo.

O volume bruto de mercadorias (GMV) totalizou US$ 19 bilhões no período, crescimento de 42% na comparação anual. Já o volume total de pagamentos (TPV) alcançou US$ 87,2 bilhões, alta de 50% frente ao primeiro trimestre de 2025.

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Brasil lidera crescimento do Mercado Livre

Segundo a companhia, o Brasil permaneceu como principal motor de crescimento no trimestre. A empresa destacou aceleração das vendas após a redução do valor mínimo para frete grátis no país, medida implementada em 2025.

O GMV brasileiro avançou 38% em base cambial neutra, enquanto o volume de itens vendidos cresceu 56% na comparação anual. O crescimento de compradores únicos acelerou para 32%, no maior ritmo dos últimos cinco anos.

A companhia afirmou que a estratégia de frete grátis segue ampliando o engajamento dos consumidores, aumentando frequência de compras, retenção de usuários e expansão da base de clientes.

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Análise do balanço

A Ativa Investimentos avaliou que o balanço do Mercado Livre apresentou forte crescimento de receitas e volumes transacionados, embora a rentabilidade tenha vindo pressionada acima do esperado pelo mercado.

Segundo a casa de análise, a companhia entregou um “top line robusto”, com receita líquida de US$ 8,8 bilhões no período, alta de 49% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e acima da estimativa da Ativa, que projetava US$ 8 bilhões.

O volume bruto de mercadorias (GMV) alcançou US$ 19 bilhões no trimestre, avanço anual de 42% e também acima da projeção de US$ 17,1 bilhões. Já o volume total de pagamentos (TPV) somou US$ 87,2 bilhões, crescimento de 50% na comparação anual, superando a expectativa de US$ 78,8 bilhões.

Na avaliação da Ativa, o principal ponto negativo do trimestre foi a rentabilidade operacional. A margem operacional ficou em 6,9%, retração de 5,9 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2025 e abaixo da expectativa de 8,2% da corretora.