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Reciclagem de ativos fortalece balanço da LOG no 2T26, diz XP

Reciclagem de ativos fortalece balanço da LOG no 2T26, diz XP

Corretora destaca redução da alavancagem e fortalecimento da estrutura de capital da companhia

A LOG Commercial Properties (LOGG3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento da receita, expansão da rentabilidade da operação de locação e redução da alavancagem, apoiada pela estratégia de reciclagem de ativos.

Na avaliação da XP Investimentos, esse movimento fortalece o balanço da companhia e sustenta seu pipeline de desenvolvimento, apesar dos efeitos extraordinários registrados no período. A corretora manteve recomendação neutra para as ações.

A receita líquida da companhia somou R$ 66 milhões entre abril e junho, alta de 7% na comparação anual e estabilidade em relação ao trimestre anterior. Já o EBITDA da operação de locação atingiu R$ 57 milhões, avanço de 6% em relação ao mesmo período de 2025, com margem de 85,8%. Considerando os efeitos da venda de ativos, o EBITDA consolidado alcançou R$ 80 milhões.

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Lucro recorrente supera estimativas e venda de ativos reduz alavancagem

No resultado final, a LOG registrou lucro líquido reportado de R$ 59 milhões. Desconsiderando efeitos extraordinários, como ajustes de marcação a mercado e despesas relacionadas à operação com o ILCP11, o lucro líquido ajustado da operação de locação ficou em R$ 4,9 milhões, revertendo o prejuízo registrado um ano antes e superando as estimativas da XP.

A transação com o ILCP11 gerou R$ 157 milhões em outras despesas operacionais, relacionadas principalmente a taxas de distribuição, ITBI e PIS/Cofins, parcialmente compensadas por R$ 188 milhões em receitas provenientes do desenvolvimento de ativos. Para a corretora, esses efeitos distorceram os resultados reportados, mas não alteram a leitura positiva sobre o desempenho recorrente da companhia.

Outro destaque apontado pela XP foi a estratégia de reciclagem de ativos. Em 2026, a LOG levantou R$ 1,49 bilhão em caixa e títulos por meio da venda de empreendimentos e da monetização de recebíveis. Como consequência, a alavancagem ajustada caiu para 0,8 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA e poderá recuar para cerca de 0,5 vez após a conclusão da venda do empreendimento LOG Recife II, negociado por R$ 210 milhões.

Segundo a companhia, as vendas de ativos anunciadas para este ano devem totalizar aproximadamente R$ 1,3 bilhão, recursos que deverão financiar novos investimentos, sustentar o pipeline de desenvolvimento e contribuir para a remuneração dos acionistas.

Na visão da XP, os resultados reforçam a solidez da operação de locação, apoiada por entregas integralmente pré-locadas, vacância próxima de zero e crescimento real dos aluguéis. Embora a transação com o ILCP11 tenha afetado os números contábeis do trimestre, a corretora avalia que a rentabilidade recorrente permaneceu robusta e que o fortalecimento do balanço amplia a capacidade da companhia de financiar seu crescimento.