A Localiza (RENT3) tem apresentado sinais mais claros de avanço na renovação de sua frota, segundo relatório do BTG Pactual (BPAC11) divulgado nesta terça-feira (7). O banco manteve recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 65 em 12 meses. Considerando o preço de R$ 40 no ativo, usado como base no relatório, e o dividend yield projetado, o retorno potencial estimado chega a 63%.
O principal ponto da análise está nos dados de junho da plataforma de seminovos da Localiza. Segundo o BTG, a companhia passou a colocar à venda veículos mais novos e com menor quilometragem, o que pode favorecer a execução da revenda e aliviar a pressão de depreciação da frota ao longo do tempo.
“Os dados de junho trazem mais uma leitura positiva sobre a estratégia de desmobilização da Localiza, com a companhia mostrando uma mudança mais clara para veículos mais novos e de menor quilometragem em seu canal de revenda”, afirma o BTG Pactual.
Carros menos rodados ganham espaço
De acordo com o banco, cerca de 74% dos carros da Localiza listados para venda têm menos de 45 mil quilômetros rodados. Na Movida (MOVI3), essa fatia é de aproximadamente 32%.
A melhora também aparece na comparação mensal. Em maio, os veículos da Localiza com menos de 45 mil quilômetros representavam 66% do total. Em junho, essa participação subiu para 74%. Já a parcela de carros acima desse patamar caiu de 34% para 26%.
Para o BTG, esse dado reforça que a Localiza segue à frente no processo de renovação da frota, com menor exposição a veículos mais antigos e maior concentração em carros de baixa quilometragem.
“Os dados atualizados sugerem que a Localiza está fazendo progresso tangível na redução do ciclo dos veículos, melhorando a qualidade das unidades que entram no canal de revenda”, diz o banco.
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Mix mais jovem sustenta tese positiva
Outro ponto destacado no relatório é a idade dos veículos. Segundo o BTG, cerca de 81% dos carros da Localiza à venda estão concentrados nos modelos 2024/25 e 2025/26. Na Movida, esse percentual é de aproximadamente 62%.
O banco avalia que esse perfil mais jovem pode apoiar uma melhor gestão do valor residual dos veículos, indicador importante para empresas de locação, já que a revenda de seminovos tem peso relevante na rentabilidade do negócio.
No relatório, o BTG também observa que a Localiza mantém exposição relevante a hatches, que representam 48% dos veículos em desmobilização, enquanto os SUVs respondem por 25%. Ainda assim, o banco vê uma postura cautelosa no segmento de SUVs, diante da pressão de preços das montadoras chinesas.
Com esse cenário, o BTG projeta receita de R$ 48,4 bilhões para a Localiza em 2026, com Ebitda de R$ 15,8 bilhões e lucro líquido de R$ 4,7 bilhões.






