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Motiva registra alta de 3,4% no tráfego de rodovias em junho

Motiva registra alta de 3,4% no tráfego de rodovias em junho

Entre as concessões, a RioSP apresentou um dos melhores desempenhos no mês, com crescimento de 12,2% no tráfego

A Motiva (MOTV3) registrou crescimento de 3,4% no volume de tráfego comparável de suas concessões rodoviárias em junho de 2026, totalizando 83,6 milhões de veículos equivalentes, ante 80,8 milhões no mesmo mês do ano passado, segundo prévia operacional divulgada pela companhia.

No acumulado do primeiro semestre, o tráfego comparável alcançou 515,4 milhões de veículos equivalentes, avanço de 3,1% em relação aos 499,9 milhões registrados entre janeiro e junho de 2025.

Entre as concessões, a RioSP apresentou um dos melhores desempenhos no mês, com crescimento de 12,2% no tráfego, para 15,9 milhões de veículos equivalentes. A ViaSul também registrou avanço expressivo, de 6,7%, para 7,7 milhões, enquanto a ViaCosteira teve alta de 4,5%, para 6,7 milhões. A AutoBAn, principal ativo da companhia, contabilizou aumento de 1,3%, somando 26,8 milhões de veículos equivalentes.

A SPVias registrou expansão de 3%, alcançando 6,3 milhões de veículos equivalentes, enquanto a RodoAnel Oeste apresentou leve recuo de 0,5%, para 11,8 milhões. Já a ViaLagos teve queda de 1,3%, e a Pantanal recuou 5,5% na comparação anual.

RioSP é o destaque do semestre

No semestre, o destaque ficou para a RioSP, cujo tráfego cresceu 12,8%, para 97,6 milhões de veículos equivalentes. A AutoBAn avançou 2,1%, para 160,6 milhões, e a SPVias teve alta de 3,6%, alcançando 37,9 milhões.

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A companhia também passou a consolidar os ativos das concessões Sorocabana, Paraná e Minas SP, incorporados recentemente ao portfólio. Em junho, essas rodovias registraram, respectivamente, 17,0 milhões, 6,3 milhões e 15,5 milhões de veículos equivalentes, razão pela qual não há base comparável com igual período do ano anterior.

Em relatório divulgado no fim de junho, o Citi elevou a recomendação para os papéis de neutra para compra e aumentar o preço-alvo de R$ 15,00 para R$ 15,50.

Na avaliação do banco, os principais riscos relacionados à execução do plano de investimentos e ao processo de desalavancagem da companhia parecem estar sob controle, o que melhora a relação entre risco e retorno para o investimento.

Os analistas também afirmam que o mercado ainda não precificou integralmente os potenciais ganhos decorrentes dos aditivos contratuais das concessões da SPVias, da AutoBAn e das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô de São Paulo.

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