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Veja 7 FIIs para investir em julho, segundo a Ágora

Veja 7 FIIs para investir em julho, segundo a Ágora

Ágora mantém carteira de FIIs em julho com 40% em Papel e Hedge Fund, beta de 0,96 e prêmio de 3,78 pontos frente às NTN-Bs de 10 anos

A Ágora Investimentos manteve inalterada a composição da carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para julho, optando por preservar o posicionamento defensivo diante de um ambiente de juros elevados por mais tempo e menor apetite do capital estrangeiro. A carteira avançou 1,03% no início de julho, ante alta de 0,27% do IFIX no mesmo período.

Junho foi mais um mês difícil para a classe.

O IFIX seguiu pressionado pela abertura das curvas de juros reais, pela persistência das expectativas de inflação acima da meta e pela postergação de uma trajetória mais benigna para os juros longos“, avaliaram os analistas Renato Chanes, Wellington Lourenço e Larissa Monte, da Ágora.

O índice recuou 1,21% no mês, fechando aos 3.830 pontos, enquanto o Ibovespa emendou o quarto mês consecutivo de queda, caindo 1,01%.

Saída de estrangeiros e Fed hawkish definem o mês

O saldo líquido negativo de capital estrangeiro em junho foi de R$ 7,78 bilhões no mercado secundário, o segundo mês consecutivo de retirada após a saída de R$ 14,91 bilhões em maio. O saldo acumulado em 2026 recuou para R$ 33,85 bilhões, praticamente metade do pico de R$ 69,07 bilhões registrado em 14 de abril.

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“Esse movimento reflete a rotação global de portfólios em direção a mercados asiáticos e ações de tecnologia e inteligência artificial, a queda de aproximadamente 20% do petróleo no mês e o tom mais hawkish do Fed, que aumentou a atratividade relativa dos títulos americanos”, explicaram Chanes, Lourenço e Monte.

O corte da Selic em 0,25 ponto percentual pelo Copom em 17 de junho surpreendeu parte do mercado, mas o comunicado deixou claro que o espaço para novos cortes está cada vez mais restrito.

Carrego dos FIIs segue como amortecedor relevante

Apesar do ambiente adverso, o prêmio de dividendos do IFIX frente às NTN-Bs de 10 anos está em 3,78 pontos percentuais, considerando yield atual de 11,73%.

“Acreditamos que mesmo em um ambiente menos benigno em termos de taxas de juros, o carrego da classe continua sendo um amortecedor relevante para a volatilidade dos preços”, disseram os analistas.

A possibilidade de pausa doméstica em agosto, combinada ao Fed mais restritivo, pode adiar uma compressão mais relevante desses prêmios.

Composição defensiva se mantém em julho

A carteira segue com 40% em Fundos de Papel e Hedge Fund, 20% em Shoppings, 15% em Logístico, 15% em Híbridos e 10% em Renda Urbana. O beta da carteira subiu de 0,92 para 0,96, refletindo leve redução do perfil defensivo em relação ao mês anterior.

“O atual posicionamento, mais defensivo, com maior peso absoluto em Fundos de Papel e Hedge Fund, segue adequado para navegar em um ambiente de juros domésticos elevados por mais tempo”, afirmaram Chanes, Lourenço e Monte.

Os principais contribuintes positivos de junho foram o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) e o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11). Do lado negativo, Hedge Brasil Shoppings (HGBS11) e Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) foram os maiores detratores do portfólio.

Para os próximos meses, a direção dos FIIs deve continuar dependente das expectativas de inflação, da comunicação do Copom e do apetite do capital estrangeiro.

“Seguimos vendo suporte importante no nível de renda da classe e no prêmio ainda atrativo frente aos títulos públicos, embora reconheçamos que a possibilidade de um Fed mais restritivo, combinada a uma provável pausa doméstica em agosto, possa adiar uma compressão mais relevante desses prêmios”, concluíram Renato Chanes, Wellington Lourenço e Larissa Monte.

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