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ISA Energia: Santander reduz preço-alvo para 2027

ISA Energia: Santander reduz preço-alvo para 2027

Em relatório divulgado após a operação, o banco manteve a recomendação de compra

A ISA Energia (ISAE4) continua sendo a principal escolha do Santander entre as empresas de transmissão de energia, mesmo após a conclusão da oferta subsequente de ações (follow-on). Em relatório divulgado após a operação, o banco manteve a recomendação de compra para os papéis e destacou que a companhia reúne características defensivas e potenciais catalisadores que podem impulsionar as ações nos próximos anos. Embora tenha reduzido levemente o preço-alvo para o fim de 2027, de R$ 34,18 para R$ 33,82 por ação, o Santander afirma que a tese de investimento permanece inalterada.

A revisão das estimativas ocorreu após a ISA Energia concluir, em 23 de julho, uma oferta subsequente de ações que levantou aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

A operação foi realizada por meio da emissão de 44,4 milhões de novas ações preferenciais, levando o Santander a revisar suas projeções de lucro líquido para incorporar os efeitos da diluição. As estimativas de EBITDA, porém, foram mantidas.

Fluxo de caixa previsível sustenta recomendação

Na avaliação do Santander, a ISA Energia continua oferecendo uma combinação atrativa de estabilidade operacional e potencial de valorização.

Entre os principais pontos positivos destacados pelo banco estão a geração recorrente de fluxo de caixa, receitas corrigidas pela inflação, disciplina no controle de custos e oportunidades de crescimento por meio de investimentos em reforços e melhorias da rede de transmissão.

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Segundo os analistas, essas características tornam a companhia especialmente resiliente no atual cenário macroeconômico, marcado por juros ainda elevados e maior seletividade dos investidores.

Catalisadores podem impulsionar as ações

O Santander também vê fatores que podem destravar valor para a ISA Energia nos próximos meses.

Um dos principais é a possibilidade de um acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) sobre pagamentos relacionados ao plano de previdência complementar, tema que, na avaliação do banco, pode representar um importante catalisador para os papéis.

Além disso, os analistas apontam potencial de valorização caso a companhia seja indenizada por ativos que ficaram fora do processo de compensação da Rede Básica do Sistema Existente (RBNI), realizado entre 2013 e 2015.

Outro ponto de atenção são as discussões em andamento na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre indenizações relacionadas ao encerramento de concessões. O Santander destaca que seu modelo de avaliação ainda não considera qualquer compensação nesse sentido, o que abre espaço para revisões positivas caso haja uma definição favorável.

Santander vê riscos, mas mantém preferência

Apesar da visão otimista, o banco ressalta alguns riscos para a tese de investimento.

Entre eles estão o aumento da concorrência nos próximos leilões de transmissão, eventuais revisões tarifárias abaixo do esperado, um possível desfecho desfavorável nas negociações com a Sefaz e novas ofertas de ações pelos atuais acionistas.

Ainda assim, o Santander reafirmou sua recomendação de compra para a ISA Energia e reiterou que a empresa segue como sua preferida no segmento de transmissão, diante da combinação de fluxo de caixa previsível, receitas indexadas à inflação e potenciais gatilhos de valorização que ainda não estariam totalmente refletidos no preço das ações.

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