O alívio de segunda-feira durou pouco. As tensões no Estreito de Ormuz voltaram a mexer com os mercados nesta terça-feira (4), e o petróleo sobe pouco mais de 1% diante das dúvidas sobre a segurança de uma das principais rotas globais de transporte da commodity.
Wall Street, no entanto, olha para outro lugar. Os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones avançam, sustentados pela temporada de balanços e pelo desempenho das ações de tecnologia, depois dos números fortes reportados pela Palantir. Na Europa, as bolsas sobem de forma moderada; a Ásia fechou sem direção única.
Nos demais mercados, o dólar oscila entre estabilidade e leve alta e os rendimentos dos Treasuries registram ganhos discretos. O minério de ferro caiu de novo na Bolsa de Dalian, desta vez 0,43%, a US$ 103,49 por tonelada.
Aqui dentro, forças em sentidos opostos
No Brasil, a valorização do petróleo pode ajudar a Petrobras e dar algum suporte ao Ibovespa. Contudo, o dólar mais firme e os juros americanos em alta discreta tendem a segurar tanto uma valorização mais consistente do real quanto uma queda relevante nos juros futuros.
A agenda concentra atenção. A produção industrial de junho pode calibrar as apostas para a próxima decisão do Copom, enquanto o leilão de títulos do Tesouro e os balanços de Itaú e Gerdau mantêm os investidores ocupados ao longo do dia.
Análise técnica
O Ibovespa segue em estrutura construtiva no curto prazo e voltou a trabalhar junto à resistência de 178.220 pontos. Apesar da melhora recente, o índice ainda não confirmou o rompimento dessa faixa e mantém uma micro lateralização abaixo do topo.
A superação desse nível pode favorecer a continuidade da recuperação, enquanto a região de 172.200 pontos segue como suporte imediato.







