O Ibovespa futuro opera em leve alta de 0,1% com a alta de mais de 1% do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio, que reacendeu os receios com a inflação e pressiona os mercados nesta terça-feira (1º), primeira sessão de setembro. Os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones recuam em Nova York.
“O avanço do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio devolve o tema inflação ao centro das atenções, e é isso que explica a pressão sobre os ativos de risco nesta abertura de mês”, aponta a Ágora Investimentos.
As bolsas europeias operam em baixa e as asiáticas fecharam majoritariamente em queda. O dólar avança e os rendimentos dos Treasuries sobem. O minério de ferro subiu 0,14% na Bolsa de Dalian, a US$ 108,10 por tonelada.
Por aqui, a conta tem dois sinais. O quadro internacional tende a pressionar o real e a curva de juros, enquanto a valorização do petróleo favorece as ações ligadas à commodity e limita parte do impacto sobre o Ibovespa.
A agenda doméstica também pesa. A divulgação do PIB do 2º trimestre de 2026 concentra as atenções, ao lado da avaliação do Orçamento de 2027 e da retomada das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas.
“O Ibovespa mantém a reação iniciada na região de 164.700 pontos e supera a faixa de 175.400 pontos, o que reforça o pullback no curto prazo. O IFR acelerou até a sobrecompra, confirmando a força do movimento, mas também sinalizando maior possibilidade de acomodação. Enquanto sustentar a região rompida, a recuperação pode avançar em direção a 180.700 pontos”, projeta a Ágora Investimentos.
Fonte: Ágora Investimentos
A recomendação do dia fica com o BDR da Amazon (AMZO34), com compra entre 67,85 e 68,19. O primeiro objetivo está em 69,74, com ganho estimado entre 2,27% e 2,79%, e o segundo em 70,94, entre 4,03% e 4,55%. O stop foi marcado em 66,69, o que representa perda estimada entre 1,71% e 2,20%.