O Safra promoveu três substituições na carteira Top 10 Ações de setembro. Saíram Itaúsa (ITSA4), Porto (PSSA3) e Motiva (MOTV3); entraram Gerdau (GGBR4), BTG Pactual (BPAC11) e Caixa Seguridade (CXSE3).
“A proximidade das eleições pode trazer mais volatilidade a ativos ligados a juros e a ciclos domésticos. Foi essa leitura que orientou tanto as trocas quanto os ajustes pontuais de peso”, apontam Cauê Pinheiro, Yves Adam e Luana Nunes, estrategistas do Safra.
As três exclusões seguem uma linha comum. Duas delas atacam diretamente a exposição da carteira ao crédito, enquanto a terceira responde a uma leitura mais conservadora sobre investimentos.
Recomendações para setembro

Itaúsa
“Seguimos construtivos com a tese de longo prazo da companhia. Optamos, porém, por abrir espaço para empresas menos sensíveis à dinâmica do ciclo de crédito”, observam Pinheiro, Adam e Nunes.
Porto
“A deterioração da carteira do Porto Bank e o aumento da competição no segmento de seguro de automóveis pesaram na decisão, em linha com o objetivo de reduzir a exposição ao ciclo de crédito”, dizem Cauê Pinheiro, Yves Adam e Luana Nunes, estrategistas do Safra.
Motiva
“Depois da alta recente da ação, vemos a tese menos assimétrica. Com uma visão mais conservadora para o ciclo de investimentos da companhia, preferimos dar espaço a outros nomes”, calculam Pinheiro, Adam e Nunes.
Entradas: dólar, dividendo e beta menor
Gerdau
“Gostamos principalmente da exposição à operação de aço nos Estados Unidos, que segue entregando margens elevadas. Temos uma visão divergente do consenso quanto à manutenção desse patamar, o que deve sustentar os resultados ainda no segundo semestre de 2026”, projetam Cauê Pinheiro, Yves Adam e Luana Nunes, estrategistas do Safra.
BTG Pactual
“A diversificação de negócios permite ao banco sustentar um retorno sobre patrimônio acima de 25% mesmo em um ambiente mais adverso para sales and trading e banco de investimento”, afirmam Pinheiro, Adam e Nunes.
Caixa Seguridade
“A companhia oferece dividend yield superior a 7% para 2027, mesmo patamar esperado para o ano cheio de 2026, do qual 4% já foi anunciado. Depois da correção recente das ações, enxergamos uma oportunidade de alocação”, observam Cauê Pinheiro, Yves Adam e Luana Nunes, estrategistas do Safra.
Nos pesos, o Safra reduziu Vale (VALE3) para equilibrar a exposição ao setor após a entrada de Gerdau. Houve ainda um ajuste dentro do setor elétrico, com corte em Copel (CPLE6) e aumento em Equatorial (EQTL3), por conta do valuation mais atrativo desta última após a correção recente. A posição em WEG (WEGE3) também subiu, com o objetivo de ampliar a fatia de receitas dolarizadas na carteira.






