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Ibovespa fecha em alta após Trump sinalizar fim próximo da guerra com Irã

Ibovespa fecha em alta após Trump sinalizar fim próximo da guerra com Irã

Declarações do presidente dos EUA ajudaram a acalmar os mercados globais; dólar recua e bolsas sobem

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos, com volume financeiro de R$ 37,2 bilhões.

O principal impulso veio de fora, após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que o conflito militar envolvendo o Irã pode estar chegando ao fim antes do previsto.

No câmbio, o dólar à vista caiu 1,52%, a R$ 5,1641, revertendo parte das perdas recentes em meio ao maior apetite por risco dos investidores globais. Em Wall Street, o S&P 500 também fechou no campo positivo, com alta de 0,83%.

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Trump tenta acalmar mercados

A virada de humor nos mercados ocorreu após a declarações de Trump à CBS News, em que o presidente dos EUA afirmou que a operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã avança “muito à frente do cronograma” inicialmente previsto de quatro a cinco semanas.

O mercado interpretou as falas como um sinal de que o conflito pode não se prolongar tanto quanto o temido.

“Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm marinha, não têm comunicações, não têm força aérea. Seus mísseis estão espalhados e os drones estão sendo destruídos em todos os lugares”, declarou Trump.

Em paralelo, Trump também concedeu entrevista ao New York Post, onde prometeu ter um plano para conter a disparada dos preços do petróleo, sem, no entanto, revelar qualquer detalhe sobre as medidas.

“Eu tenho um plano para tudo. Você vai ficar muito feliz”, afirmou o presidente.

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Petróleo segue no radar

Apesar do tom mais otimista vindo de Washington, as tensões no Oriente Médio ainda mantêm o mercado de commodities em estado de alerta. O barril de Brent chegou a superar US$ 119 durante a sessão — maior nível desde meados de 2022 —, antes de recuar e fechar em US$ 98,96, ainda com alta expressiva de 6,76% no dia.

A disparada nos preços está atrelada ao fechamento do Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás negociados no mundo.

Para o Standard Chartered, o cenário-base ainda aponta para uma redução das tensões nas próximas semanas. O banco mantém uma probabilidade de 70% de que o conflito arrefeça em breve.

“Há risco crescente de que os efeitos sobre os mercados de energia sejam mais prolongados, prejudicando o crescimento global e elevando a inflação neste ano”, explica o banco britânico.

Esse cenário poderia reacender os temores de estagflação — a combinação de crescimento fraco com inflação elevada, que voltou ao vocabulário dos investidores.