A EcoRodovias (ECOR3) é uma das principais apostas do BTG Pactual (BPAC11) no setor de infraestrutura.
Após atualizar o modelo com os números do quarto trimestre de 2025 (4T25), o banco manteve a recomendação de compra para a ação e elevou o preço-alvo de R$ 11 para R$ 14, com um potencial de valorização de 54,7% sobre a cotação de R$ 9,05, além de retorno estimado em 56,6% em 12 meses.
Mesmo com a tese positiva, o BTG destaca que os riscos de curto prazo não podem ser ignorados. O relatório do banco reconhece que o tráfego começou 2026 de forma mais fraca e que a alavancagem deve seguir em patamar elevado nos próximos anos.
Ainda assim, o BTG entende que a companhia combina execução operacional, agenda de aditivos contratuais e crescimento seletivo, elementos que, na visão do banco, sustentam a manutenção da recomendação de compra.
EcoRodovias: tráfego e dívida
No curto prazo, o principal ponto de atenção está no tráfego.
Segundo o BTG, os dois primeiros meses de 2026 vieram praticamente estáveis na comparação anual, pressionados pela sazonalidade das exportações de soja, pelo ritmo mais lento da safra 2025/26 e por fatores de calendário, como Carnaval em março e chuvas mais intensas.
A expectativa da companhia, porém, é de recuperação gradual nos próximos meses, à medida que o escoamento da safra avance.
“Reiteramos compra para ECOR, com IRR real de 14%. Em juros mais baixos, vemos transferência relevante de valor da dívida para o equity”, escreveram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, analistas do BTG Pactual.
Na frente financeira, o banco afirma que a alavancagem mais alta não representa, neste momento, um problema de liquidez. Isso porque a Ecorodovias já alongou o perfil da dívida após as operações de liability management feitas em 2025 e ficou sem vencimentos relevantes até 2028.
Além disso, a maior parte da dívida está indexada ao IPCA mais spread, e não diretamente à Selic, o que reduz a pressão imediata de caixa.
A administração também reforçou, segundo o BTG, que a execução de capex segue como prioridade e que os investimentos podem apoiar crescimento de tráfego e reclassificações tarifárias em algumas concessões.
No Toll Roads Day promovido pelo banco, a companhia ainda indicou que a alavancagem deve subir nos próximos anos, com pico entre 2028 e 2030, antes de começar a recuar a partir de 2031.
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