As bolsas de valores nesta segunda-feira (9) devem recuar forte com a escalada no preço do petróleo, que passou dos US$ 100. Na Ásia, por exemplo, as bolsas despencaram. Isso porque a guerra no Irã continua sem sinais de trégua, com o Estreito de Ormuz ainda fechado e a produção no Oriente Médio está sendo reduzida.
Os contratos futuros do petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, com entrega em maio chegaram a subir 12,8%, sendo negociados a US$ 104,53 por barril nas primeiras horas do pregão. Já os contratos com entrega mais próxima, prevista para abril, eram negociados pela última vez com alta de quase 12%, a US$ 101,76 por barril.
O petróleo Brent, referência internacional, também registrou forte valorização. Durante o início das negociações, os contratos futuros chegaram a atingir a máxima de US$ 119,50 por barril.
Nas bolsas asiáticas, o movimento mais intenso foi observado na Coreia do Sul, onde o índice KOSPI chegou a cair mais de 8% logo no início do pregão, o que levou ao acionamento dos mecanismos de interrupção de negociação. Ao final do dia, o índice ainda acumulava perdas expressivas de 5,96%.
No Japão, o índice Nikkei também registrou forte recuo, encerrando o pregão com queda de 5,24%, em um movimento de liquidação generalizada de ativos. Em Taiwan, o Taiex perdeu 4,43%, acompanhando o clima negativo que predominou nos mercados da região.
Futuros de Nova York
Os mercados futuros de ações nos Estados Unidos operaram em queda nesta segunda-feira, refletindo a cautela dos investidores diante do aumento da volatilidade global.
Os contratos futuros ligados ao índice Dow Jones chegaram a cair mais de 1.000 pontos no início das negociações, mas reduziram parte das perdas ao longo da manhã. Ainda assim, recuavam cerca de 595 pontos, o equivalente a uma queda de 1,25%.
Já os futuros do S&P 500 registravam baixa de 1,1%, enquanto os contratos do Nasdaq 100 caíam 1,2%, indicando um início de sessão negativo para as principais bolsas americanas.
Ao mesmo tempo, o índice de volatilidade Cboe (VIX), conhecido como o “indicador de medo” de Wall Street por medir a demanda por proteção no mercado de opções, superou o nível de 30 pontos.






