O ambiente de mercado em fevereiro favoreceu quem estava posicionado em ativos reais – e a Verde Asset soube aproveitar. Com o fluxo estrangeiro continuando a pressionar o Ibovespa para cima e o real valorizando 2,6% no mês, a gestora aumentou sua alocação em ações e colheu retornos expressivos com Copel (CPLE6) e Axia (AXIA3), seus principais destaques positivos do período.
Mas o ponto mais relevante do relatório mensal não é o retorno passado – é o alerta sobre o desafio que vem pela frente.
“Acreditamos que acertar o tempo certo de manter o investimento nas large caps que atraem mais fluxo estrangeiro e pior valuation versus trocar por ações menos líquidas com preços mais atraentes será chave para performance nesse ambiente”, afirma a Verde.
Em outras palavras: o fluxo estrangeiro criou oportunidades, mas também distorções – e identificar quando essas distorções chegaram ao limite é o que vai separar os bons resultados dos demais daqui para frente.
O pano de fundo que explica o movimento é a combinação entre o enfraquecimento estrutural do dólar e o avanço da inteligência artificial, que gerou um receio crescente com teses de software no mundo.
O resultado foi uma rotação intensa: saída de empresas de tecnologia e entrada em hard assets — commodities, energia e utilities. O Brasil, com sua bolsa naturalmente concentrada nesses setores, saiu na frente.
“A bolsa de alguns países emergentes, como o Brasil, tem maior concentração nesses ativos, favorecendo a atratividade na alocação de capital”, observa a gestora.
As large caps continuam sendo o veículo preferencial do capital estrangeiro: o Ibovespa subiu 4% em fevereiro, contra 2% do índice de small caps. As maiores posições da Verde seguem nesse universo: Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE6), Prio (PRIO3), Energisa (ENGI11) e BTG (BPAC11). Nu (ROXO34) e Smartfit (SMFT3) foram as principais detratoras do período.






