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Hypera (HYPE3) sobe 3% após balanço e destoa do Ibovespa; BTG destaca dívida menor

Hypera (HYPE3) sobe 3% após balanço e destoa do Ibovespa; BTG destaca dívida menor

Banco aponta redução do endividamento acima do esperado no 3T26, mantém recomendação neutra e define preço-alvo de R$ 25 para o fim de 2027

As ações da Hypera (HYPE3) subiam 3,03%, a R$ 22,10, às 10h35 desta quarta-feira (28), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre. O BTG Pactual apontou a redução da dívida acima de suas estimativas como o principal destaque positivo dos resultados.

No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,62%, aos 172.864,19 pontos, colocando os papéis da farmacêutica na contramão do principal índice da Bolsa brasileira.

O banco, porém, manteve a recomendação neutra. Na análise divulgada na terça-feira (27), os analistas atualizaram as estimativas e o horizonte do preço-alvo, considerando também o aumento do custo de capital no Brasil.

“Após incorporar os trimestres recentes ao nosso modelo, considerar o aumento recente do custo de capital no Brasil e atualizar nossa avaliação para o fim de 2027, estabelecemos um novo preço-alvo de R$ 25 por ação, ante o alvo anterior de R$ 24 para o fim de 2026. Mantemos nossa recomendação neutra”, escreveram Samuel Alves e Maria Resende.

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Redução da dívida supera estimativa do BTG

A dívida líquida da Hypera caiu R$ 293 milhões na comparação trimestral, para R$ 5,61 bilhões. O BTG esperava uma redução de R$ 139 milhões. A alavancagem passou de 2,1 vezes para 2 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses.

A gestão dos estoques contribuiu para a melhora. Os estoques passaram a equivaler a 186 dias, ante 194 no segundo trimestre e 221 um ano antes. O fluxo de caixa livre após investimentos somou R$ 554 milhões, recuo anual de 20%.

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O lucro líquido alcançou R$ 523,2 milhões, alta de 14,7% sobre o terceiro trimestre de 2025 e 1,9% acima da estimativa do BTG. A receita líquida avançou 9,4%, para R$ 2,44 bilhões, praticamente em linha com a projeção do banco.

O Ebitda cresceu 3,4%, para R$ 782,3 milhões, com margem de 32,1%, queda de 1,8 ponto percentual na comparação anual. Segundo os analistas, despesas comerciais e de marketing, parcialmente relacionadas ao lançamento do Semavy, limitaram os ganhos operacionais.

O medicamento à base de semaglutida alcançou cerca de 93 mil unidades vendidas ao consumidor final em setembro e mais de 11% do mercado de semaglutida injetável no primeiro mês, segundo o relatório.

“Embora reconheçamos os avanços recentes da companhia na gestão do capital de giro e na redução da dívida, ainda temos dificuldade de enxergar uma trajetória consistente de crescimento do Ebitda na Hypera, especialmente diante da limitada alavancagem operacional observada nos últimos trimestres”, afirmaram os analistas.

O BTG também vê riscos na continuidade da redução do endividamento, especialmente em um cenário de juros elevados por mais tempo.