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Tesouro Direto hoje: Prefixado 2037 sobe a 15,23% com fiscal no radar

Tesouro Direto hoje: Prefixado 2037 sobe a 15,23% com fiscal no radar

Taxa avança 0,15 ponto percentual e preço recua 0,70%, enquanto IPCA+ 2050 cai 1,28% com juros futuros longos em alta

O Tesouro Direto hoje (29) apresentava comportamento dividido por volta das 13h19. As taxas dos prefixados mais longos voltavam a subir, enquanto parte dos títulos atrelados ao IPCA registrava leve recuo ante a referência de quarta-feira (28).

A maior alta aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A rentabilidade passou de 15,08% para 15,23% ao ano, avanço de 0,15 ponto percentual. O preço unitário caiu de R$ 785,74 para R$ 780,26, perda de R$ 5,48, ou aproximadamente 0,70%.

O Tesouro Prefixado 2032 avançou de 15,27% para 15,40% ao ano, enquanto seu preço recuou 0,52%, para R$ 479,26. O vencimento de 2029 permaneceu estável em 14,93%.

Entre os títulos indexados à inflação, os vencimentos mais curtos apresentavam alívio. O IPCA+ 2032 recuou de IPCA + 7,97% para IPCA + 7,93%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,79% para IPCA + 7,76%.

Na ponta mais longa, porém, o IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 7,18% para IPCA + 7,24%. O preço do papel caiu de R$ 926,01 para R$ 914,16, baixa de R$ 11,85, ou 1,28%. A reação mais intensa do preço decorre da maior sensibilidade dos vencimentos longos à marcação a mercado.

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Juros longos sobem com cautela fiscal

A pressão nos prefixados acompanhava a alta dos juros futuros de longo prazo. Por volta das 13h03, o DI para janeiro de 2029 avançava de 14,745% para 14,870%. O contrato para janeiro de 2031 passava de 14,970% para 15,215%, enquanto o vencimento de janeiro de 2035 subia de 14,980% para 15,285%.

O mercado continuava reavaliando as perspectivas para as contas públicas após a eleição. A Instituição Fiscal Independente estimou que propostas envolvendo as apostas esportivas, o MEI e o Bolsa Família poderiam acrescentar aproximadamente R$ 40 bilhões ao desequilíbrio fiscal.

O governo central registrou superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro, acima da expectativa de R$ 4,650 bilhões. O resultado mensal, porém, não impediu a abertura da curva longa.

O dólar também ampliava a pressão ao avançar 1,17%, para R$ 5,402. No exterior, o mercado repercutia a decisão do Federal Reserve de manter os juros entre 3,75% e 4% ao ano, enquanto aumentavam as apostas em uma nova elevação em dezembro.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 13h19 desta quinta-feira, comparadas com a referência de quarta-feira (28):

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,93% ao ano – estável
  • Tesouro Prefixado 2032: 15,40% ao ano – alta de 0,13 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 15,23% ao ano – alta de 0,15 p.p.

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,1044% ao ano – praticamente estável

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,93% – queda de 0,04 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,76% – queda de 0,03 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,54% – queda de 0,03 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,45% – queda de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,24% – alta de 0,06 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,41% – alta de 0,04 p.p.