O Ibovespa encerrou os leilões desta quinta-feira (29) em queda de 0,15%, aos 170.748,23 pontos, pressionado pelo desempenho negativo de bancos e petroleiras. Os investidores também reagiram a indicadores relevantes, no Brasil e nos Estados Unidos.
Entre as principais ações do Ibovespa, o Bradesco (BBDC4) recuou 1,98%, cotado a R$ 14,39. O papel opera em baixa um dia depois de ter cedido 6,68%. O Itaú (ITUB4) também registrou perdas, de 0,38%, a R$ 39,63, após queda de 3,42% na sessão anterior.
As ações da Petrobras caíram em bloco, seguindo a baixa dos contratos futuros do petróleo. A ação PETR4 recuou 0,44%, a R$ 58,77, e a PN perdeu 0,55%, a R$ 52,22.
A Vale (VALE3) subiu 0,05%, a R$ 61,41, a menor alta do setor de mineração e siderurgia. O minério de ferro avançou 2,40% na bolsa de Dalian, na China.
Governo Central tem superávit de R$ 4,8 bi
No cenário doméstico, o Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, revertendo o déficit de R$ 14,4 bilhões do mesmo mês de 2025. O resultado surpreendeu positivamente o mercado, que projetava déficit de R$ 5,5 bilhões, uma diferença favorável de R$ 10,3 bilhões.
A receita líquida cresceu 13,6% em termos reais na comparação com setembro do ano passado, um aumento de R$ 24,6 bilhões. As despesas avançaram 2,4%, ou R$ 4,7 bilhões.
No acumulado de janeiro a setembro, o Governo Central registra déficit de R$ 90,2 bilhões, abaixo do saldo negativo de R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025. Em nove meses, a receita líquida cresceu 6,5% em termos reais, enquanto as despesas totais subiram 5,4%.
EUA: PIB acelera e inflação fica no consenso
Nos Estados Unidos, a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre apontou crescimento de 3,4%, ante alta de 2,2% no trimestre anterior. O consenso do mercado era de 3,2%.
O índice de preços PCE de setembro subiu 0,5%, em linha com o consenso, após alta de 0,3% no mês anterior. Na comparação anual, avançou 3,6%, também conforme esperado, ante 3,4% anteriormente. O núcleo do PCE subiu 0,3%, em linha com as projeções e com o dado revisado do mês anterior, e acumulou alta de 3,1% em 12 meses, contra expectativa de 3%.
A renda pessoal mensal avançou 0,2% em setembro, abaixo do consenso de 0,3% e do dado revisado anterior, também de 0,3%. Já o gasto pessoal subiu 0,5%, ante alta de 0,9% no mês anterior, e abaixo da projeção de 0,6%.
Os dados americanos seguem no radar dos investidores, por influenciarem as expectativas sobre os juros nos EUA e, consequentemente, o fluxo de capital para mercados emergentes como o Ibovespa.
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