A Hypera (HYPE3) reportou lucro líquido das operações continuadas de R$ 527 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 16,1% frente aos R$ 453,9 milhões do mesmo período do ano anterior. A margem líquida subiu de 20,4% para 21,6% da receita líquida.
A receita líquida somou R$ 2,436 bilhões no trimestre, avanço de 9,4% na comparação anual. O lucro bruto chegou a R$ 1,494 bilhão, alta de 9,7%, com margem bruta praticamente estável, em 61,3%, ante 61,2% no 3T25.
O EBITDA das operações continuadas, por sua vez, avançou em ritmo mais modesto: 3,4%, para R$ 782,3 milhões. Com isso, a margem EBITDA recuou de 34,0% para 32,1% da receita líquida, o que indica que as despesas operacionais cresceram acima da receita. O lucro líquido, portanto, avançou mais do que o resultado operacional, o que sugere ganhos abaixo da linha do EBITDA, como efeitos financeiros ou tributários, ainda que a tabela não detalhe esses itens.
Na geração de caixa, o trimestre foi mais fraco. O fluxo de caixa operacional caiu 10,6%, para R$ 762,8 milhões, e a margem sobre a receita passou de 38,3% para 31,3%. O fluxo de caixa livre teve retração maior, de 19,6%, para R$ 553,7 milhões, equivalente a 22,7% da receita líquida, contra 30,9% um ano antes.
Nos nove primeiros meses de 2026, o desempenho é bem mais robusto. A receita líquida alcançou R$ 6,790 bilhões, expansão de 24,3% sobre os R$ 5,462 bilhões de igual período de 2025. O lucro bruto subiu 31%, para R$ 4,148 bilhões, com margem de 61,1%, contra 58,0% no ano anterior.
O EBITDA acumulado das operações continuadas cresceu 59,3%, para R$ 2,124 bilhões, e a margem avançou de 24,4% para 31,3%. O lucro líquido somou R$ 1,363 bilhão, alta de 83,9% frente aos R$ 741,2 milhões de 9M25, com margem de 20,1%.
O fluxo de caixa operacional dos nove meses foi de R$ 2,103 bilhões (+12,7%), e o fluxo de caixa livre atingiu R$ 1,559 bilhão, crescimento de 25,6%.
Bradesco BBI vê balanço da Hypera acima do esperado
O Bradesco BBI avaliou como sólido o resultado da Hypera no terceiro trimestre de 2026 e manteve recomendação de compra para as ações da farmacêutica. Segundo o banco, o lucro líquido ficou 6% acima do projetado, enquanto o EBITDA superou em 1% as estimativas.
A receita líquida cresceu 9,4% na comparação anual, impulsionada pelo início das vendas do Semavy. De acordo com o relatório, o produto já capturou mais de 11% de participação de mercado em seu primeiro mês. O avanço compensou a queda nas vendas de medicamentos para gripe e resfriado no período.
Na linha de rentabilidade, a margem EBITDA recuou 1,8 ponto percentual, para 32,1%. Os analistas atribuem o movimento a maiores despesas de marketing e a um menor benefício da Lei do Bem, mecanismo de incentivo fiscal à inovação.
O ponto de maior destaque, segundo o BBI, foi a geração de caixa. A companhia entregou fluxo de caixa livre para o acionista de R$ 321 milhões, resultado favorecido por melhorias no capital de giro e pela redução de estoques. As despesas financeiras também ficaram abaixo do esperado pelo banco.
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