A Gerdau (GGBR4) anunciou mais um reajuste nos preços do aço especial para barras (SBQ) na América do Norte, com aumentos de US$ 60 a US$ 140 por tonelada. Para a XP, o movimento indica um ambiente de preços ainda positivo na região, mesmo com a revisão do USMCA entrando em uma fase crítica.
O acordo comercial entre EUA, México e Canadá deve passar por mudanças focadas em regras de origem mais rígidas e em exigências de fornecimento de aço e alumínio, com o mercado convergindo para um cenário-base de extensão com modificações.
Segundo a XP, um acordo que combine regras de origem mais estritas e possíveis ajustes de melt-and-pour com alívio seletivo das tarifas da Seção 232 seria marginalmente positivo para a Gerdau, pois preservaria uma perspectiva protetiva para o aço norte-americano sem abrir espaço para uma reversão tarifária mais ampla.
Desescalada EUA-Irã redireciona o olhar para beta global
O recuo das tensões entre Estados Unidos e Irã mudou o apetite de risco no mercado, e a XP vê reflexo direto na seleção de ativos do setor. Com um ambiente de risk-on combinado a uma perspectiva doméstica relativamente mais fraca, a equipe de Lucas Laghi aponta Aura Minerals (AUGO; AURA33) e Vale (VALE3) como potenciais outperformers dentro da cobertura, apoiados também por histórias bottom-up sólidas.
Isso já se materializou ao longo da semana, a AUGO avançou 9% e VALE subiu 2%, enquanto Usiminas (USIM5) recuou 7%, penalizada pela maior exposição ao beta doméstico.
“Com um ambiente global de risk-on e uma perspectiva doméstica ainda relativamente mais fraca, sugerimos nomes como Aura e Vale como potenciais outperformers — também apoiados por histórias bottom-up sólidas”, afirmam os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP.
CSN acelera desinvestimento em infraestrutura
A CSN (CSNA3) teria acelerado negociações para a venda de uma participação minoritária em seu braço de infraestrutura. O pacote inclui fatias na MRS Logística, nos terminais Tecar e Tecon e no Grupo Tora, com os ativos avaliados entre R$ 16 bilhões e R$ 21 bilhões. Uma alienação de 20% a 40% — preservando o controle da companhia — poderia gerar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em caixa.
Para a XP, o movimento é um passo positivo para destravar valor e avançar nas iniciativas de desalavancagem da empresa.
Leia também:
Minério estável, ouro em alta
No mercado de matérias-primas, os preços do minério de ferro ficaram estáveis na comparação semanal, com os estoques portuários na China avançando 1%. Os preços de HRC e vergalhão também não registraram variação relevante no Brasil, com a paridade de importação do aço plano em +21% e a do aço longo em -2%. Importações provenientes do Egito, isentas de tarifas, sugerem paridade em +9%.
O ouro, por sua vez, avançou 2% na semana, beneficiado diretamente pela desescalada do conflito EUA-Irã, apesar de saídas de ETFs da ordem de 25 toneladas no período encerrado em 12 de junho, concentradas na Europa e na América do Norte.






