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Por que comprar a ação da Gerdau agora?

Por que comprar a ação da Gerdau agora?

Vibra sai após outperformance de 60 dias frente ao Ibovespa; Gerdau entra com tese de diversificação geográfica e ciclo favorável na América do Norte

A Levante realizou uma troca na carteira recomendada para junho, com a saída de Vibra (VBBR3) e a entrada de Gerdau (GGBR4). A movimentação reflete a realização de ganhos após 60 dias de outperformance da distribuidora de combustíveis frente ao Ibovespa.

A tese da Gerdau permanece atrativa no curto e médio prazo, sustentada pela diversificação geográfica e pelos ganhos oriundos do maior controle de custos e despesas reportado recentemente”, aponta o relatório da Levante.

A Levante mantém visão positiva para a Vibra, mas avalia que o potencial de assimetria se deslocou para a siderúrgica.

O principal risco de curto prazo da Gerdau permanece no mercado brasileiro, enquanto o vetor positivo mais relevante é a continuidade do ciclo favorável na América do Norte, com demanda aquecida por infraestrutura e construção civil.

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A Gerdau tem operações integradas no Brasil e nos EUA, com vantagens em logística e capacidade diversificada entre aços longos e planos. A exposição à volatilidade do minério de ferro e à concorrência de importações são os principais riscos estruturais monitorados.

Cenário doméstico exige cautela; preferência por defensivos

O cenário macroeconômico em maio trouxe sinais de desaceleração: o IBC-Br recuou 0,67% em março e o varejo ampliado cresceu apenas 0,3%, refletindo os efeitos da política monetária restritiva. O IPCA acumula 4,39% em 12 meses, pressionado por alimentos e saúde.

“A desaceleração econômica e os efeitos já observados da política monetária reforçam uma visão mais favorável para ativos ligados a juros reais e vértices intermediários da curva de inflação, sobretudo diante do prêmio real elevado observado atualmente”, avalia o relatório.

A proximidade do período eleitoral adiciona pressão fiscal ao cenário. A possibilidade de medidas expansionistas ampliou as preocupações com a trajetória da dívida e as taxas de longo prazo.

“A preferência segue concentrada em setores defensivos e companhias com maior capacidade de repasse de preços, menos dependentes do ciclo de crédito e mais resilientes em um ambiente de crescimento mais fraco”, conclui a análise.

Veja a carteira de junho:

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