O Bitcoin hoje (15) opera em alta e supera os US$ 65 mil, sustentado por novos sinais de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Por volta das 12h15, a criptomoeda avançava 0,55%, cotada a US$ 65.357,44, segundo dados do Google Finance.
A valorização ganhou suporte após o índice de preços ao produtor dos Estados Unidos, o PPI, apresentar números mais benignos do que os projetados pelo mercado. O indicador reforçou a leitura iniciada na véspera, quando a deflação ao consumidor reduziu a pressão por novas elevações dos juros pelo Federal Reserve.
Com a reação, o Bitcoin se mantém acima da média móvel de 200 semanas, atualmente próxima dos US$ 63 mil, e volta a testar a região de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
Bitcoin hoje testa resistência dos US$ 65 mil
O Bitcoin chegou à sessão desta quarta-feira sustentando a recuperação iniciada após a divulgação do CPI americano. Nas últimas 24 horas, o ativo chegou a registrar ganhos mais expressivos e voltou a negociar acima da média móvel de 200 semanas.
Segundo Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, a reação mostra que o mercado conseguiu transformar o alívio macroeconômico em uma melhora também no quadro técnico.
“O Bitcoin voltou a recuperar a média móvel simples de 200 semanas, situada próxima dos US$ 63 mil, e também retomou a região dos US$ 64 mil após a surpresa positiva com a inflação ao consumidor dos EUA”, afirma Tota.
A criptomoeda, porém, encontrou resistência na parte inferior da faixa entre US$ 65 mil e US$ 67 mil. A sustentação acima da média de 200 semanas será importante para definir se o BTC poderá ampliar a recuperação.
“Se conseguir, a chance de novo teste entre US$ 65 mil e US$ 67 mil aumenta. Se perder essa região novamente, os US$ 63 mil e depois os US$ 60 mil voltam a ser os principais níveis de defesa”, diz o executivo.
PPI reforça alívio com inflação nos EUA
Os preços ao produtor nos Estados Unidos recuaram 0,3% em junho na comparação com maio. Em 12 meses, o PPI avançou 5,5%, abaixo da projeção de 6,4% dos analistas consultados pela FactSet.
O núcleo do indicador, que desconsidera componentes mais voláteis, subiu 0,2% no mês, também abaixo da expectativa de alta de 0,4%. Na comparação anual, o núcleo avançou 4,7%, ante estimativa de 5,2%.
Os números reforçaram os sinais de desaceleração das pressões inflacionárias na maior economia do mundo. Na terça-feira (14), o CPI havia registrado deflação mensal de 0,4%, enquanto a inflação em 12 meses caiu de 4,2% para 3,5%.
Ethereum supera desempenho do Bitcoin
Entre as principais altcoins, o Ethereum também ampliou os ganhos. Segundo o Mercado Bitcoin, o ETH acumulava alta de aproximadamente 4,6% em 24 horas e negociava próximo de US$ 1.880.
Na semana, o Ethereum avançava cerca de 8,3%, superando o desempenho do próprio Bitcoin. A criptomoeda também tem sido favorecida pela acumulação de ETH por empresas e pelo avanço de aplicações ligadas a stablecoins, finanças descentralizadas e tokenização.
Ainda assim, o comportamento do mercado cripto continua dependente da trajetória dos juros nos Estados Unidos. Os próximos dados econômicos e as sinalizações de dirigentes do Fed deverão mostrar se o alívio recente com a inflação será suficiente para afastar novas altas das taxas.
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CLARITY Act volta ao radar nos EUA
Além dos dados macroeconômicos, o mercado acompanha as discussões sobre o CLARITY Act nos Estados Unidos. O projeto busca estabelecer regras mais claras para a classificação dos criptoativos e para a divisão de responsabilidades entre os reguladores americanos.
A proposta também aborda o funcionamento de áreas como finanças descentralizadas, stablecoins e tokenização. A versão final do texto no Senado pode ser apresentada nos próximos dias, com possibilidade de votação antes do recesso de agosto.
Japão aproxima cripto do mercado financeiro
O Japão também avançou na regulação do setor. O parlamento aprovou mudanças na Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio para classificar os criptoativos como produtos financeiros, aproximando-os de ações e títulos.
A alteração cria a base para uma tributação separada sobre ganhos com criptoativos, com alíquota efetiva próxima de 20%. Atualmente, a cobrança pode chegar a 55%, dependendo da renda do investidor.
A nova estrutura também prevê a compensação de prejuízos por até três anos. A reforma tributária deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2028.






