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CSN tem resultado “poluído” no 4T25, com dívida de R$ 41 bi assustando o mercado

CSN tem resultado “poluído” no 4T25, com dívida de R$ 41 bi assustando o mercado

BTG, Genial e XP citam que o 4T25 foi misto, com mineração ajudando, mas alavancagem elevada e dúvidas sobre venda de ativos sustentam tom conservador sobre a tese

O balanço do quarto trimestre de 2025 da CSN (CSNA3) trouxe uma leitura difícil para o mercado. Embora alguns números operacionais tenham vindo melhores do que o esperado, o avanço da dívida líquida para R$ 41 bilhões e a piora da alavancagem reforçaram a cautela dos analistas. 

A avaliação do BTG Pactual (BPAC11) chamou a atenção ao definir os resultados como poluídos. 

No BTG Pactual, a definição para o trimestre chamou atenção: os resultados foram “poluídos”.

Os analistas do banco apontam que desempenho da companhia foi contaminado por efeitos não recorrentes na divisão de aço, o que prejudicou uma leitura mais limpa da operação. Ao mesmo tempo, o BTG ligou o sinal de alerta para o endividamento. 

“A visibilidade sobre a desalavancagem ainda é limitada”, apontaram os analistas, ao manter recomendação neutra para a ação.

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Mineração ajuda, mas dívida segue no centro da tese

Se, de um lado, a CSN Mineração (CMIN3) ajudou a sustentar parte do resultado, de outro, isso não foi suficiente para mudar a percepção sobre a holding. A XP (XP) classificou os números da mineradora como sólidos no trimestre, com EBITDA ajustado de R$ 1,761 bilhão, 6% acima da estimativa da casa, em meio a embarques mais fortes e produção acima do guidance anual.

Ainda assim, a corretora ponderou que o cenário segue desafiador. 

“Mantemos uma visão cautelosa para os preços de minério de ferro no médio prazo, com o setor imobiliário chinês em condições pouco inspiradoras, sugerindo upside limitado”, escreveu a XP, ao reiterar recomendação neutra para CMIN3.

A Genial também reconheceu pontos positivos no trimestre, como o EBITDA acima das projeções e uma queima de caixa livre menor do que o esperado. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 282 milhões, melhor que a estimativa de perda de R$ 1,8 bilhão. Mesmo assim, a corretora destacou que o principal problema continua sendo a estrutura de capital.

“Essa dinâmica pode deixar um gosto amargo entre os investidores, particularmente porque a equity story da companhia continua altamente sensível à alavancagem”, escreveu a Genial. 

O indicador de dívida líquida sobre EBITDA subiu para 3,5 vezes, acima das projeções e em direção oposta à meta da companhia, de ficar perto de 3 vezes.

Para a casa, uma redução mais significativa do endividamento deve depender da execução do plano de monetização de ativos. 

“Vendas de ativos provavelmente serão indispensáveis para aproximar a alavancagem da meta da companhia”, afirmou. Nesse contexto, cimento aparece como o candidato mais racional a um eventual desinvestimento, enquanto a logística também surge como alternativa de monetização.

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