A carteira de small caps do Bradesco BBI sofre duas mudanças para o mês de junho: saem as ações ON da JSL (JSLG3) e as ações ON da SLC Agrícola (SLCE3) e entram as ações ON da Cury (CURY3) e as ações ON da Oceanpact (OPCT3). De acordo com o relatório, a substituição de JSLG3 por CURY3 reflete um posicionamento mais defensivo dentro do ciclo doméstico, priorizando uma tese com maior retorno corrente.
Já troca de SLCE3 por OPCT3, segundo o BBI, reflete uma piora tática no curto prazo para SLC, diante dos impactos do El Niño na produtividade.
“Em sentido oposto, OPCT3 se destaca pelo forte momento operacional, com geração de caixa robusta e maior atratividade em dividendos”, diz parte do relatório.
As novas empresas
Sobre as novas companhias na carteira de small caps, o relatório destaca que a tese de investimentos em Cury se sustenta na combinação entre valuation descontado, retorno via dividendos e consistência operacional, fatores que tornam a ação a preferência mais recorrente em diferentes cenários macroeconômicos.
“Negociando a cerca de 5,6x o lucro projetado para 2027 (excluindo dividendos já anunciados), a ação da companhia oferece um dividend yield estimado em aproximadamente 15%, somando o segundo semestre e o ano de 2027, funcionando como uma “almofada” relevante em ambientes de maior incerteza, sobretudo no cenário em que não há reprecificação de múltiplos nem revisão de lucros”, informa parte do relatório sobre Cury.
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Já sobre Oceanpact, o relatório aponta que a companhia tem tudo para se tornar uma das maiores plataformas integradas de apoio offshore do país. Em fevereiro de 2026, a empresa anunciou a combinação de negócios com a CBO, criando uma companhia combinada com uma frota de 73 embarcações, com receita anual superior a R$ 4 bilhões e backlog próximo a R$ 14 bilhões, refletindo ganho de escala, complementaridade de ativos e captura de sinergias operacionais e comerciais.
“À medida que a conclusão da fusão se aproxima, revisamos nosso modelo de análise para a Oceanpact (OPCT3) incorporando os ativos da CBO, o que nos levou a elevar nosso preço-alvo para o fim de 2026 para R$ 15/ação”, diz outro trecho do relatório.
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