Home
Notícias
Ações
Ágora troca Suzano por Gerdau na carteira Top 10 e aposta na melhora do setor de siderurgia

Ágora troca Suzano por Gerdau na carteira Top 10 e aposta na melhora do setor de siderurgia

Casa de investimentos do Bradesco realizou apenas uma alteração no portfólio para o mês

A Ágora Investimentos, casa de investimentos do Bradesco (BBDC4), divulgou a carteira Top 10 para junho com apenas uma alteração. Saem as ações da Suzano (SUZB3) e entram as ações da Gerdau (GGBR4).

Segundo a Ágora, a troca é um reflexo da melhora de cenário para a siderurgia, em que há condições operacionais mais favoráveis e maior visibilidade de resultados do que o segmento de celulose no momento.

A Gerdau entra na carteira com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 44. A Ágora elevou recentemente sua estimativa para os papéis após avaliar que os fundamentos superaram as expectativas iniciais, sustentados pelos aumentos do aço em abril e junho no Brasil e pelo recente spread de metais nos Estados Unidos. A casa projeta Ebitda de R$ 12,3 bilhões para 2026, já próximo do consenso de mercado.

Para uma valorização das ações, a Ágora avalia que será necessário observar ganhos de margem no segundo semestre ou uma reavaliação de múltiplos com base em margens estruturalmente mais fortes, especialmente no Brasil.

“A principal questão no Brasil é se a recente melhora no ambiente de preços internos é estrutural — um sinal de que o arcabouço de defesa comercial estabelecido pelo Governo Federal está finalmente surtindo efeito — ou apenas um efeito temporário do conflito no Oriente Médio”, avaliou a equipe da Ágora.

Publicidade
Publicidade

Demais posições

As outras nove posições foram mantidas sem alteração, cada uma com peso de 10% no portfólio.

Entre os destaques do mês, a Allos (ALOS3) segue como uma das teses mais detalhadas do relatório, ancorada na nova política de dividendos mensais estimados entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação ao longo de 2026, o que implica dividend yield de cerca de 10%. A Ágora ressalta que a sustentabilidade dessa política até 2028 é respaldada por aproximadamente R$ 2,1 bilhões em reservas e alavancagem controlada de 1,7x a relação Dívida Líquida/Ebitda.

A Axia (AXIA6) teve desempenho fraco em maio, pressionada pela expectativa de preços mais baixos de energia no curto prazo. A Ágora revisou estimativas para o segundo trimestre de 2026, mas sem alteração nos fundamentos de longo prazo, e mantém a projeção de dividendos em R$ 12,5 bilhões para o ano, com yield de aproximadamente 8%. A casa enxerga a fraqueza recente como janela de entrada para investidores de longo prazo.

O BTG Pactual (BPAC11) foi apontado como o nome de maior consenso em conversas recentes da Ágora com investidores nos Estados Unidos, com destaque para a resiliência dos resultados em ambiente macroeconômico adverso e para a diversificação das linhas de receita após a integração do Banco Pan.

Já o Itaú (ITUB4) foi mencionado por sua qualidade de crédito superior à dos bancos digitais e pela antecipação de provisões no primeiro trimestre de 2026, o que reduz o risco de surpresas negativas ao longo do ano.

A Petrobras (PETR4) permanece na carteira com peso equivalente ao seu índice de participação no Ibovespa, sustentada pelo cenário de preços de petróleo e dividend yield estimado de 9% para as ações PETR4.

A Vale (VALE3) segue com recomendação de compra, com a Ágora citando fundamentos do minério de ferro ainda robustos no curto prazo e um choque de oferta de carvão metalúrgico na China — derivado de uma explosão em mina na província de Shanxi — como vetor positivo para a demanda pelos produtos da companhia.

Completam a carteira Copasa (CSMG3), em fase final do processo de privatização e com contrato de concessão em Belo Horizonte prorrogado até 2073; Isa Energia (ISAE4), com TIR real de 9% e dividend yield de 7,5% em 2026; e Vibra Energia (VBBR3), com destaque para a melhora de rentabilidade e geração de caixa no primeiro trimestre de 2026.

Leia também: