A CSN (CSNA3) tem uma tarefa urgente para garantir a sobrevivência das suas operações: a desalavancagem. Para se colocar em perspectiva, a dívida líquida da siderúrgica pulou de R$ 16,5 bilhões em 2021 para impressionantes R$ 40 bilhões em 2025.
“É um ritmo de expansão que não vimos em outras empresas sob nossa cobertura”, avaliam os analistas do BTG Pactual, Leonardo Correa e Marcelo Arazi, em um relatório enviado a clientes nesta quinta-feira (15).
Segundo eles, que estiveram em um encontro entre investidores e a emprsa, a boa notícia é que há uma grande urgência em corrigir o balanço patrimonial (alavancagem em torno de 3,5 vezes), o que claramente se destaca como excessivo em comparação com seus pares locais e globais, que geralmente operam com índices de dívida líquida/EBITDA em torno de 1 vez, em média.
A administração indicou no encontro que pode desbloquear entre R$ 15 e R$ 18 bilhões em vendas de ativos, principalmente nos setores de cimento e infraestrutura, além de impulsionar significativamente a geração de Ebitda.
“Quanto ao Ebitda (com uma projeção moderada de dobrar em 8 anos), percebemos que as estimativas estão bem acima das nossas previsões e das projeções do consenso, e precisamos de mais tempo para entender o crescimento futuro da rentabilidade embutido”, aponta o BTG
Portanto, no geral, há um senso de urgência bem-vindo, mas existem riscos de execução.
“Essas são ambições de longo prazo e esperamos que o mercado recompense a empresa pela entrega, não pelo anúncio. Mantemos uma postura relativamente cautelosa em relação às ações da empresa, com recomendação Neutra”, conclui o banco. O preço-alvo está em R$ 10.
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