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Cosan reduz prejuízo para R$ 1,6 bilhão no 1ºTRI

Cosan reduz prejuízo para R$ 1,6 bilhão no 1ºTRI

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelos efeitos financeiros ligados ao pré-pagamento de dívidas

A Cosan (CSAN3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa uma melhora de R$ 200 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelos efeitos financeiros ligados ao pré-pagamento de dívidas realizado no início do ano.

De acordo com a holding, o resultado do trimestre incorporou impacto de R$ 1 bilhão relacionado aos pré-pagamentos dos bonds com vencimento em 2029, 2030 e 2031. Os efeitos foram reconhecidos tanto na linha de resultado financeiro quanto na de imposto de renda diferido, sem impacto caixa.

Apesar disso, a empresa destacou que os efeitos negativos foram parcialmente compensados pela melhora do desempenho das investidas, refletida na linha de equivalência patrimonial.

Pressão financeira

A despesa financeira da companhia somou R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, representando aumento de R$ 455 milhões em relação ao quarto trimestre de 2025.

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Segundo a Cosan, a piora no resultado financeiro decorreu principalmente de quatro fatores. O primeiro foi a ausência do efeito positivo observado no quarto trimestre do ano passado relacionado à marcação a mercado da posição remanescente em ações da Vale.

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Além disso, a companhia reconheceu R$ 304 milhões em impactos associados aos pré-pagamentos de bonds e debêntures, incluindo pagamento de prêmios, antecipação de juros, marcação a mercado de operações de hedge e variação cambial.

A empresa também destacou os efeitos das operações de ações preferenciais da Cosan Dez, que passaram a impactar o resultado financeiro, além das despesas com juros ligadas à estrutura de Total Return Swap (TRS) lastreada em ações da Rumo.

Dívida recua

Por outro lado, a Cosan apresentou redução relevante no endividamento da holding. A dívida bruta expandida encerrou março em R$ 19,2 bilhões, queda de R$ 2,5 bilhões na comparação anual.

Em relação ao quarto trimestre de 2025, a redução foi ainda mais expressiva, de R$ 6,5 bilhões.

Segundo a companhia, o movimento reflete justamente os pré-pagamentos realizados no início do ano envolvendo Senior Notes com vencimento entre 2029 e 2031, além da liquidação antecipada da primeira série da quarta emissão e da sexta emissão de debêntures.