O Santander realizou uma troca na Carteira Valor para junho, com a entrada da Copel (CPLE3) no lugar da Axia Energia (AXIA3). O portfólio reúne as cinco principais recomendações dos analistas do Santander Research e tem como objetivo superar o Ibovespa no longo prazo.
Copel entra com TIR real de 10% e perfil defensivo
A Copel é uma concessionária integrada de geração, distribuição e transmissão de energia elétrica, recentemente privatizada e sem acionista controlador. A empresa migrou para o Novo Mercado, o que deve elevar a liquidez e atrair mais fluxo estrangeiro.
O Santander destaca a combinação de valuation descontado — com TIR real de 10% —, ativos de alta qualidade e baixo perfil de risco como os principais atrativos da tese.
A política de dividendos aprovada em 2025 estabelece payout mínimo anual de 75% do lucro líquido, com pagamentos pelo menos duas vezes ao ano, e meta de dívida líquida/EBITDA de 2,8 vezes.
Revisão tarifária e leilão de capacidade reforçam a tese
Em 2026, a unidade de distribuição da Copel passará por revisão tarifária com RAB líquida de R$ 19,7 bilhões — 8% acima da estimativa do banco — e Parcela B de R$ 5,659 bilhões, 4,1% acima do esperado.
No leilão de reserva de capacidade (LRCAP) realizado em março, a Copel contratou demanda para Foz do Areia (690 MW) e Segredo (1.172 MW), gerando receitas fixas anuais de R$ 2,6 bilhões e adição de R$ 5 bilhões em valor presente líquido.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia reportou EBITDA ajustado de R$ 1,75 bilhão, alta de 16,7% na comparação anual, com lucro líquido ajustado de R$ 639 milhões.
Axia deixa o portfólio por resultado abaixo e risco de El Niño
A Axia Energia foi removida apesar da recomendação de compra mantida pelo Santander. O resultado do primeiro trimestre ficou abaixo do esperado, e as incertezas sobre o impacto do El Niño nos preços de energia no segundo semestre de 2026 podem limitar o desempenho das ações no curto prazo.
A Copel mantém a exposição do portfólio ao setor de energia, mas com menor volatilidade de resultados, o que o banco considera mais adequado para o ambiente macroeconômico atual.
Veja a carteira:







