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Carteira do Inter para julho aposta em 10 small caps com potencial de valorização

Carteira do Inter para julho aposta em 10 small caps com potencial de valorização

Estratégia busca combinar fundamentos sólidos e oportunidades de ganho no médio e longo prazo, com distribuição equilibrada entre os ativos

A Carteira Small Caps do Inter para julho de 2026 reúne dez empresas brasileiras que, na avaliação dos analistas, apresentam potencial de valorização acima da média nos próximos meses. A estratégia prioriza companhias com fundamentos consistentes, perspectivas favoráveis de crescimento e preços considerados atrativos, além de levar em conta a análise técnica para identificar momentos mais favoráveis de entrada.

Cada ação representa 10% do portfólio, que busca diversificar a exposição entre diferentes segmentos da economia, reduzindo a concentração em um único setor e ampliando as oportunidades de retorno no longo prazo.

Carteira apresentou desempenho acima do Ibovespa em maio

Nos dois meses que antecederam o rebalanceamento de julho, a carteira mostrou resiliência diante da volatilidade do mercado. Em maio, o portfólio recuou 3,60%, enquanto o Ibovespa registrou queda de 7,22%. Já em junho, a desvalorização foi de 1,09%, praticamente em linha com a baixa de 1,01% do principal índice da Bolsa brasileira.

A composição da carteira inclui TOTVS (TOTS3), IRB(Re) (IRBR3), Cambuci (CAMB3), Marcopolo (POMO4), C&A Modas (CEAB3), Moura Dubeux (MDNE3), Direcional (DIRR3), Vivara (VIVA3), Fleury (FLRY3) e Hypera Pharma (HYPE3).

Tecnologia, construção e saúde lideram as apostas

Entre os destaques da carteira está a TOTVS, maior empresa brasileira de software de gestão empresarial. Os analistas destacam o crescimento da digitalização das empresas, a recorrência das receitas e a forte geração de caixa como fatores que sustentam o potencial da companhia. Apesar da recente correção das ações, a expectativa é de que o ativo encontre suporte para uma retomada gradual.

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Outra aposta é a IRB(Re), que segue em processo de recuperação operacional após a reestruturação iniciada nos últimos anos. A companhia tem avançado em rentabilidade e governança, enquanto a análise gráfica aponta manutenção de uma tendência positiva no médio prazo.

No setor de saúde, Fleury e Hypera Pharma reforçam o perfil mais defensivo da carteira. O Fleury continua ampliando sua atuação em serviços médicos integrados e plataformas digitais, enquanto a Hypera mantém posição de destaque no mercado farmacêutico brasileiro, apoiada por um portfólio de marcas consolidadas e forte geração de caixa.

Consumo e varejo também aparecem entre as oportunidades

No segmento de consumo, a Cambuci, dona da marca Penalty, chama atenção pela combinação entre baixo endividamento, margens elevadas e boa geração de caixa. Já a Vivara permanece como referência no mercado nacional de joias, impulsionada pela expansão da marca Life, pelo fortalecimento do canal digital e pela elevada capacidade de geração de resultados.

A C&A Brasil completa a exposição ao varejo. Segundo os analistas, a companhia vem colhendo os resultados da digitalização de suas operações, da integração entre lojas físicas e comércio eletrônico e dos ganhos de eficiência operacional registrados nos últimos anos.

Construção civil segue favorecida por cenário de juros

O setor imobiliário é representado por Moura Dubeux e Direcional Engenharia. A Moura Dubeux mantém crescimento consistente no mercado residencial de médio e alto padrão no Nordeste, enquanto a Direcional continua entre as principais incorporadoras ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida, segmento que tende a ser beneficiado em um ambiente de redução das taxas de juros e maior oferta de crédito imobiliário.

A carteira também inclui a Marcopolo, líder brasileira na fabricação de carrocerias de ônibus. A companhia combina presença internacional, investimentos em mobilidade sustentável e diversificação de mercados, fatores que reforçam seu potencial de crescimento no longo prazo.

Estratégia busca empresas com potencial acima da média

De acordo com a estratégia do Inter, a Carteira Small Caps procura identificar empresas menos exploradas pelo mercado, mas que apresentem fundamentos sólidos, boa capacidade de execução e perspectivas favoráveis para os próximos ciclos da economia brasileira.

Ao combinar análise fundamentalista com análise técnica, o objetivo é selecionar ativos capazes de oferecer uma relação mais atrativa entre risco e retorno, mantendo um portfólio diversificado e preparado para capturar oportunidades de valorização no médio e longo prazo.

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