Com a alta nas projeções do preço do petróleo, o Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo da Brava (BRAV3) de R$ 21,50 para R$ 25. No pregão desta quarta-feira (11), os papéis fecharam em alta de 0,67%, a R$ 19,64 — o que representa um potencial de valorização de 27% em relação ao novo alvo.
Apesar da revisão, o banco americano manteve recomendação neutra para a ação.
Segundo os analistas, embora haja uma melhora significativa no perfil de geração de caixa — impulsionada pela incorporação de preços mais altos do petróleo e pela redução parcial dos riscos ligados à disputa com a NTE —, o BofA ainda aguarda maior visibilidade sobre a direção estratégica e as prioridades da nova equipe de gestão, que passou por mudanças relevantes desde o início de 2025.
“Além disso, dada a incerteza em torno da aquisição de Tartaruga Verde, ainda vemos alto risco de execução e visibilidade limitada neste momento, especialmente considerando os elevados compromissos de capex da empresa para 2026”, complementa o relatório.
BofA vê forte geração de caixa, mas hedge limita o curto prazo
O banco também destaca que o cenário de petróleo mais elevado melhora de forma expressiva o potencial de geração de caixa da Brava. Pelas estimativas da instituição, a companhia pode registrar um yield de fluxo de caixa livre (FCF) de cerca de 15% em 2026 e de 21% em 2027.
“A Brava passa a figurar entre as empresas com maior geração de caixa em nosso universo de cobertura em um cenário mais otimista”, afirmam os analistas.
Ainda assim, o relatório aponta que parte do mercado segue cautelosa com a tese de investimento. Desde o início das tensões geopolíticas que impulsionaram o petróleo, o Brent acumula alta de cerca de 20%, enquanto as ações da companhia avançaram aproximadamente 5% no mesmo período.
No curto prazo, a estratégia de hedge da empresa pode conter parte do potencial de valorização. “Mais de 80% da produção do primeiro trimestre está protegida a cerca de US$ 63 por barril, além de aproximadamente 70% no segundo trimestre”, destaca o documento.
O BofA também acompanha de perto a possível aquisição do campo de Tartaruga Verde, anunciada em janeiro. Como a Petrobras detém 50% do ativo, a estatal tem direito de preferência sobre a operação — e a expectativa é de que haja maior clareza sobre o desfecho até meados de março.
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