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Ação da Vitru está “profundamente desvalorizada”

Ação da Vitru está “profundamente desvalorizada”

Simplificação societária e estratégia de “super hubs” reforçam tese de investimento na maior small cap de educação da carteira do BTG

O BTG Pactual retomou a cobertura das ações da Vitru (VTRU3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21 por ação para o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 51% em relação ao nível atual.

O movimento ocorre após a conclusão de uma oferta subsequente de ações que levantou R$ 203,5 milhões. Para o banco, o papel segue sendo a principal aposta entre as small caps do setor de educação.

Valuation atrativo e geração de caixa sustentada

Na visão do BTG, a Vitru negocia a múltiplos incompatíveis com seus fundamentos. A ação está precificada a 4,5 vezes o lucro estimado para 2026 e oferece um yield de fluxo de caixa livre superior a 18% no ano.

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No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou geração de caixa livre para o acionista de R$ 244 milhões — o que, anualizado, representa um yield de 27%. Parte relevante dessa melhora vem da simplificação societária concluída recentemente: com a incorporação da Unicesumar à estrutura da Vitru, a companhia passou a se beneficiar da amortização de ágio, reduzindo drasticamente sua alíquota efetiva de imposto de renda.

O imposto de renda pago em 2025 foi de aproximadamente R$ 70 milhões; o banco estima que esse valor caia para entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões ao ano daqui em diante.

Novo ciclo de matrículas traz otimismo

A principal preocupação dos investidores em relação à Vitru nos últimos meses envolvia o novo marco regulatório para o ensino a distância no Brasil, que proibiu cursos como enfermagem, pedagogia e engenharia nessa modalidade.

O BTG reconhece o impacto, mas aponta que o primeiro ciclo de matrículas já sob as novas regras trouxe alívio: excluindo os cursos de enfermagem, as matrículas cresceram 1% na comparação anual.

A receita de captação também avançou, favorecida por um mix mais voltado ao ensino híbrido, que já representa 44% da receita total.

Estratégia de super hubs

Outro fator positivo destacado pelo banco é a autorização do Ministério da Educação para que determinadas instituições convertam polos de educação a distância em centros presenciais — os chamados “super hubs”.

Treze unidades da Vitru já foram aprovadas nesse modelo, com outras 22 aguardando aprovação. O banco entende que esse caminho pode mitigar boa parte da pressão de volume decorrente das restrições regulatórias, especialmente nos próximos ciclos de matrícula.

A escala, a qualidade da infraestrutura e a presença nacional da companhia são vistos como diferenciais competitivos nesse processo de adaptação.

Outro ponto que o BTG ressalta é a melhora na liquidez do papel: o volume médio diário negociado saltou de cerca de US$ 1,5 milhão para US$ 2,5 milhões após a oferta de ações.