A Prio (PRIO3) tem pela frente uma sequência de gatilhos que podem justificar um desempenho acima da média nos próximos trimestres. É com essa avaliação que os analistas Caio Ribeiro, Leonardo Marcondes e Nicolas Barros, do Bank of America, elevam o preço-alvo das ações de R$ 64 para R$ 70, reiterando a recomendação de compra. A revisão incorpora a nova projeção de preços do banco para o petróleo – US$ 77,5 por barril em 2026 e US$ 65 em 2027 – sem alterações adicionais no modelo.
O ponto de partida é a assimetria entre o desempenho recente das ações e a melhora nos fundamentos.
“Apesar da recente alta no preço do petróleo e da aprovação da licença operacional do Wahoo pelo Ibama, as ações da Prio subiram apenas 7% em dólar desde o início da guerra”, apontam os analistas.
Forte geração de caixa
Para o BofA, esse descompasso torna a perspectiva de geração de caixa ainda mais atraente.
“Estimamos que a Prio vai gerar cerca de 70% de seu valor de mercado atual em fluxo de caixa livre ao longo dos próximos três anos — um perfil excepcionalmente atrativo no universo de ações da América Latina”, destacam Ribeiro, Marcondes e Barros.
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A concessão da licença operacional do Wahoo pelo IBAMA representa a remoção do último obstáculo regulatório de uma trajetória que se arrasta desde 2022.
“Mesmo sendo esperada, a aprovação representa mais um marco de redução de risco para a tese e deve ajudar a restaurar a confiança operacional entre os investidores, particularmente os internacionais”, avaliam os analistas.
A produção deve começar com dois poços gerando cerca de 20 mil barris por dia, com o terceiro poço entrando em operação até o fim do mês e o quarto em meados de abril. Em maio, a produção média deve alcançar 40 mil barris diários.
Catalisadores
Além do Wahoo, o BofA enxerga três catalisadores adicionais.
O primeiro é o anúncio de uma política formal de dividendos, esperado ainda no primeiro semestre de 2026.
O segundo são as reduções de custo na Peregrino com a implementação de eficiências operacionais.
O terceiro é o fechamento da parcela final da transação da Peregrino — os 20% restantes —, previsto para o meio do terceiro trimestre.
“Continuamos a ver a Prio como um hedge atrativo neste período de incerteza em torno tanto do petróleo quanto do câmbio”, concluem os analistas.






