O Santander apontou suas principais recomendações de açõesno setor de varejo para o cenário atual, marcado por incertezas geopolíticas, eleições presidenciais no Brasil e fluxo ainda limitado de capital estrangeiro para a América Latina. Segundo os especialistas, o momento pede foco em qualidade.
“Diante das persistentes incertezas relacionadas aos conflitos geopolíticos globais e do cenário macroeconômico regional ainda desafiador, os investidores devem continuar priorizando empresas de maior qualidade”, afirmam os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
SmartFit: top pick com crescimento acelerado de lucros
A rede de academias SmartFit (SMFT3) lidera a lista de recomendações. O banco projeta um crescimento anual composto de lucro por ação de 27% entre 2025 e 2028, apoiado pela liderança regional da companhia e por seu modelo verticalmente integrado.
“Mantemos uma visão contrária, porém de alta convicção, sobre o potencial de rentabilidade da TotalPass, que acreditamos poder se tornar cada vez mais geradora de valor à medida que a plataforma amadurece e otimiza a dinâmica do mix de membros”, destacam Esteves, Huang e Fuziharo.
(Imagem: Divulgação/ RD)
RD Saúde: valuation atrativo
A RD Saúde (RADL3) líder do varejo farmacêutico brasileiro aparece como segunda indicação, beneficiada pelo envelhecimento da população e pela crescente adoção de medicamentos GLP-1.
O papel negocia abaixo de 20 vezes o lucro estimado, bem abaixo da média histórica de cerca de 38 vezes.
“A queda recente parece injustificada, apesar da execução consistente da companhia, ganho de participação de mercado e potencial adicional de alavancagem operacional”, avaliam os analistas.
(Imagem: Divulgação/ Lojas Renner)
Lojas Renner: margens em recuperação
Fechando o trio de recomendações, a varejista de moda Renner (LREN3) surge como candidata a se beneficiar de uma eventual rotação para ativos domésticos.
O banco enxerga melhora de rentabilidade e revisões positivas de lucros ao longo de 2026.
“A companhia está bem posicionada para se beneficiar de uma rotação para ativos domésticos brasileiros, sustentada por margens brutas mais fortes e potenciais ganhos de eficiência em despesas SG&A”, concluem Esteves, Huang e Fuziharo.
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