O Banco Mercantil (BMEB3; BMEB4) encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 1,008 bilhão, avanço de 34% em relação ao ano anterior. Em nota, o banco destaca que o resultado foi reflexo da estratégia de crescimento disciplinado, eficiência operacional e gestão rigorosa de riscos e capital.
Já o lucro líquido contábil somou R$ 753 milhões, patamar próximo ao registrado em 2024. Segundo a instituição, a diferença entre os indicadores está relacionada a um acordo firmado no fim de 2025 com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que permitiu a resolução de 96% dos passivos tributários do banco.
De acordo com Gustavo Araújo, CEO do Banco Mercantil, os resultados indicam a consolidação do modelo de negócios da instituição, focado no público 50+, combinando relacionamento próximo com os clientes, presença física e soluções digitais.
“Encerramos o ano com crescimento relevante, o maior da nossa história, além de alta rentabilidade e disciplina na gestão de capital, sempre mantendo o cliente no centro das decisões. Seguimos evoluindo nosso ecossistema financeiro com foco em nosso público, combinando tecnologia, relacionamento e responsabilidade”, afirma.
Receitas de serviços atingem recorde
As receitas de prestação de serviços alcançaram R$ 956 milhões em 2025, crescimento de 39% na comparação anual e o maior patamar já registrado pelo banco.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo desempenho do Meu+, plataforma de assistências desenvolvida para o público 50+, que tem ampliado a oferta de serviços e agregado valor à base de clientes.
A base de clientes do Banco Mercantil alcançou 10 milhões, crescimento de 11% na comparação anual. O banco atribui o resultado ao modelo de relacionamento híbrido, que combina atendimento presencial e soluções digitais voltadas ao público 50+.
Leia também:
Rentabilidade entre as mais altas do sistema
Nos últimos 12 meses, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 43,51%, avanço de 2,2 pontos percentuais, posicionando o Banco Mercantil entre as instituições financeiras mais rentáveis do sistema.
O indicador considera também os efeitos não recorrentes registrados no lucro líquido e no patrimônio líquido.
Segundo Paulino Rodrigues, diretor financeiro e de Relações com Investidores do banco, a combinação entre crédito colateralizado e crescimento das receitas de serviços tem sustentado o desempenho da instituição.
“A combinação entre um portfólio majoritariamente colateralizado, crescimento consistente das receitas de serviços e disciplina financeira tem garantido resultados sustentáveis ao longo do tempo. Seguimos focados em preservar a rentabilidade, mantendo uma estrutura de capital sólida para suportar nossa estratégia de crescimento”, afirma.






