O MB | Mercado Bitcoin anunciou, no dia 16 de janeiro, a aquisição da Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários (CCTVM) do Banco Mercantil. A operação marca mais um avanço da empresa em sua estratégia de expansão no mercado financeiro regulado e reforça o movimento de aproximação entre investimentos tradicionais e ativos digitais.
Com a aquisição, o Mercado Bitcoin amplia sua atuação para além do universo cripto e passa a incorporar uma corretora regulada ao seu ecossistema. A expectativa é expandir as alternativas de investimento para uma base que já supera quatro milhões de clientes, ao mesmo tempo em que os investidores da corretora adquirida passam a ter acesso a uma oferta mais ampla de ativos digitais.
Segundo a companhia, o fechamento da operação já foi autorizado pelo Banco Central do Brasil e aguarda apenas a publicação formal da aprovação no Diário Oficial. A CCTVM passa a integrar o conjunto de empresas reguladas do grupo, que inclui instituição de pagamento, administradora de valores mobiliários e plataforma de investimento participativo com securitização, todas sob supervisão de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central.
A incorporação da corretora reforça a estratégia do Mercado Bitcoin de consolidar um ecossistema financeiro completo, com atuação dentro de um arcabouço regulatório sólido e alinhado às melhores práticas do mercado.
Estratégia, impactos e próximos passos da aquisição
Na entrevista a seguir, Vanessa Butalla, vice-presidente de Jurídico, Compliance e Riscos do MB | Mercado Bitcoin, detalha os motivos da aquisição, os impactos para os clientes e como a operação se conecta à estratégia de crescimento da companhia no mercado de ativos digitais regulados.
Quais foram os principais motivos que levaram o MB | Mercado Bitcoin a adquirir a CCTVM do Banco Mercantil?
Através da aquisição da Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários (CCTVM) do Banco Mercantil, reforçamos nossa estratégia de expansão no mercado regulado de ativos digitais, além de fortalecermos a capacidade de oferecer soluções financeiras completas para nossa base, que supera 4 milhões de clientes.
Como essa aquisição se encaixa na estratégia de expansão da empresa no mercado regulado de ativos digitais?
A CCTVM se soma a outras empresas reguladas que integram o ecossistema do MB | Mercado Bitcoin, incluindo nossa instituição de pagamento, administradora de valores mobiliários e plataforma de investimento participativo com securitização.
Todas essas empresas estão em conformidade com os reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central. O movimento permite uma atuação ainda mais robusta e reforça o compromisso do MB com a conformidade regulatória e as melhores práticas de mercado.
Quais novos produtos ou serviços estarão disponíveis para os clientes após a integração com o MB?
Inicialmente, nosso principal foco é realizar a transição desse processo de aquisição com excelência e foco no cliente, garantindo a plena integração ao nosso ecossistema.
No que tange a produto, a integração da CCTVM prepara o MB | Mercado Bitcoin para ofertar, no futuro, um leque ainda maior de produtos aos nossos clientes, incluindo derivativos cripto.
Como essa operação impacta a experiência e as oportunidades de investimento para os clientes?
Toda a base de clientes da corretora adquirida foi comunicada pelo próprio Banco Mercantil. Uma equipe dedicada do Mercado Bitcoin está orientando cada cliente sobre os próximos passos e as fases da transição de seus investimentos.
Com a aquisição, passamos a ter uma oferta mais abrangente de produtos financeiros para nossos clientes, tanto tradicionais quanto digitais.
Assim, a aquisição possibilita a complementação do nosso portfólio de ofertas, impactando diretamente as futuras oportunidades que o Mercado Bitcoin venha a desenvolver e levar a base de clientes.
Vocês planejam desenvolver produtos híbridos que integrem ativos tradicionais e tokenizados?
O Mercado Bitcoin nasceu com foco na economia digital e esse continua sendo o centro da nossa estratégia. Nosso objetivo é que a plataforma seja o principal ponto de contato do cliente para acessar produtos ligados a ativos digitais, que são a origem e o core do grupo.
Ao mesmo tempo, à medida que nossos clientes demonstrem interesse por produtos mais tradicionais, esses podem, sim, ser incorporados à plataforma. Esse movimento acontece de forma complementar: começamos fortalecendo ainda mais nossa atuação em cripto e ativos digitais e, gradualmente, temos a possibilidade de ampliar a oferta com produtos tradicionais, sempre com o objetivo de entregar uma experiência completa.
De que forma essa aquisição reforça o posicionamento do MB entre as maiores corretoras de cripto e ativos tokenizados do mundo?
Ao incorporar uma CCTVM, o Mercado Bitcoin fortalece a conexão entre o mercado financeiro tradicional e a economia digital, ampliando sua capacidade de oferecer produtos dentro de um arcabouço regulatório sólido.
Com 13 anos de operação e uma base superior a 4 milhões de clientes, o MB alia escala, experiência e credibilidade. Esse movimento se soma ao reconhecimento internacional da companhia, que figura entre as 20 maiores corretoras de cripto do mundo, segundo a Kaiko, e entre as 5 maiores globalmente em ativos tokenizados, de acordo com a rwa.xyz.
Como vocês veem a evolução do mercado de ativos digitais regulados nos próximos anos, e qual será o papel do MB nesse cenário?
O MB | Mercado Bitcoin se desenvolveu junto com o próprio mercado de ativos digitais no Brasil e, de certa forma, ajudou a construir esse setor no país. Somos referência, atuamos na vanguarda e participamos ativamente do debate regulatório, contribuindo para a formulação de uma regulamentação mais adequada à realidade e às necessidades do mercado brasileiro.
Para os próximos anos, a expectativa é que a evolução da regulamentação de ativos virtuais traga maior segurança jurídica e confiança, especialmente para investidores institucionais. Nesse cenário, o MB seguirá exercendo um papel central, conectando a economia digital ao sistema financeiro regulado e impulsionando o desenvolvimento do mercado de ativos digitais no Brasil, com inovação e transparência.






